Grupo Soluções Para Noites Sem Choro (solucoes.multiply.com)

Artigos e notas de livros

  O efeito Vulcão- pular sonecas produz birra? 

Por que pular uma soneca resulta em birra e extrema irritação?  
A partir do momento a criança acorda pela manhã ela já começa a consumir os benefícios da noite de sono passada. Ela acorda totalmente restaurada, cheio de energia, mas conforme as horas passam, pouco a pouco, os benefícios do sono da noite passada são esgotados, e um impulso para voltar a dormir começa a existir.  

Quando pegamos a criança nesse estágio e colocamos para dormir a soneca, fortalecemos os benefícios relacionados ao seu reservatório de sono, permitindo que ela ‘recomece’ após cada período de sono.  

Como mostrado nos números abaixo, conforme a maturidade da criança a quantidade de tempo que consegue ficar ‘acordada e feliz’ aumenta.  

Um bebê recém nascido só consegue ficar acordado de 1 a 2 horas antes que o cansaço se instale, enquanto que uma criança de 2 anos consegue durar até 7 horas acordada antes de precisar de uma soneca.  

Quando crianças são ‘forçadas’ a ficarem acordadas além de suas necessidades biológicas sem uma soneca, elas ficam com fatigua, chorosas e infelizes.  

Idade e tempo que aguentam acordados e felizes entre sonecas:

Recém nascido- 1 - 2 horas
6 meses- 2 - 3 horas
12 meses - 3 - 4 horas
18 meses- 4 - 6 horas
2 anos - 5 - 7 horas
3 anos- 6 - 8 horas
4 anos- 6 - 12 horas



Bebês aguentam um breve espaço de tempo acordados e a pressão do sono já chega. Rapidamente alcançam o pico do vulcão, entre 1-3 horas. Por isso é que recém nascidos dormem várias sonecas ao dia e bebês novos requerem 2-4 sonecas diárias.  

Confome o tempo os ciclos de sono do bebê ganham uma maturidade e eles são capazes de ficarem acordados mais tempo entre sonecas. Mas não é até 4 ou 5 anos de idade (as vezes mais) que a criança consegue passar o dia todo sem sonecas e feliz.   


 Pesquisas de sono sugerem que até adultos se beneficiariam de uma soneca no meio do dia ou pelo menos uma pausa para descansar seria extremamente benéfica para reduzir a pressão em todos seres humanos. 


 O efeito vulcânico  

Conforme o dia passa e a pressão do sono se instala, a criança fica mais irritada, chorosa e menos flexível, chora com mais frequência, faz birra, tem menos paciência. Ela perde a concentração e habilidade de aprender e absorver novas informações.  

O termo científico para esse processo é "pressão de sono homeostática " ou "tração do sono homeostática" . . . Eu chamo isso de ’O efeito vulcânico’ .  

Todas nós já vimos esses efeitos no bebê ou na criança, é tão claro como assistir um vulcão entrar em erupção. Quase todo mundo já observou uma criança chorosa e irritada e pensamos ou falamos: "É sono, precisa de uma soneca!"  

Conforme o dia passa, suas necessidades biológicas exigem uma pausa na forma de soneca para reparar, refrescar e se ‘reagrupar’. Se o bebê não tira essa soneca o problema se intensifica: os estrondos e tremores se tornam uma explosão mesmo!  
Sem o descanso da soneca a pressão homeostática continua se acumulando até o final do dia, crescendo e se intensificando- como um vulcão- até que a criança estará completamente exausta, elétrica e incapaz de parar a explosão.  

  O resultado é uma batalha intensa na hora de dormir com uma criança exausta, ranzinza, ou um bebê que não consegue adormecer- não importando o quão cansado esteja. 
 Pior ainda, uma criança que perde sonecas dia após dia acumula deprivação de sono que a põe no estágio do vulcão em erupção mais e mais rapidamente e facilmente.

E se ela está perdendo sonecas E também não tem uma boa qualidade ou quantidade de sono noturno.... cuidado!  


O Efeito Vulcânico não é algo que só acontece em crianças não! Esse processo biológico afeta adultos também. Entender isso pode ajudar a interpretar o que realmente está acontecendo em sua casa e no final de um longo dia, quando as crianças estão irritadas e fazendo birras e os pais estão ranzinzas e irritados também- o resultado é uma fileira inteira de vulcões explodindo!!  

A pressão de sono pode ser intensificada por problemas do ambiente como: noite de sono passada ruim, déficit de sono prévio e estresses diários. Mais ainda, o estado de espírito de cada pessoa afeta os outros, causando um mal humor contagioso! Então você se verá com pouca paciência com seu filho e lhe dirá "Desculpe meu amor, mamãe está cansada agora." (Essa é uma explicação frequente que nós geralmente não paramos para analisar!) 


 O conceito do vulcão ainda traz outra observação importante: Sonecas de qualidade podem compensar por sono noturno perdido- mas tempo extra de sono noturno NÃO compensa sonecas perdidas (devido ao conceito de pressão de sono homeostático).
Portanto, não importa se a criança dormiu bem a noite ou não – suas sonecas diárias são importantíssimas para liberar a pressão de sono em ascensão.  



Trecho do livro The No-Cry Nap Solution: Guaranteed Gentle Ways to Solve All Your Naptime Problems por Elizabeth Pantley (McGraw-Hill, January 2009).

Link para mais informações e trechos: http://www.pantley.com/elizabeth/


 Leitura relacionada:
 http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=1122463&tid=2529013779111770949
Por que bebês lutam contra as sonecas? Por Cathrin Tobin

Blog Entry Por que chora quando a mãe sai do quarto ? Oct 30, '09 10:19 AM
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"O imediatismo é uma das características do pranto infantil que surpreende e aborrece algumas pessoas. 'Basta deixá-lo no berço que começa a chorar como se estivessem matando-o'.

Para alguns especialistas em educação, esta constitui uma característica desagradável do caráter infantil e o objetivo é vencer seu "egoísimo" e "teimosia", ensinar-lhe a atrasar a satisfação dos seus desejos. Por que razão não tem um pouco mais de paciência, por que não pode esperar um pouco mais ?

Poderíamos compreender que, 15 minutos depois de a mãe partir, começassem a ficar um pouco inquietos; que meia hora depois começassem a choramingar e que duas horas mais tarde chorasse com todas as suas forças. Isso pareceria lógico e razoável. É isso que nós, adultos, fazemos, assim como as crianças mais velhas, depois de termos "ensinado" a ser pacientes, não é verdade ? Mas, em vez disso, os nossos filhos pequenos começam a chorar com toda a força enquanto se separam da mãe; choram ainda com mais força (o que parecia ser impossível !) cinco minutos depois e apenas deixam de chorar quando ficam exaustos. Não parece lógico !


Mas é lógico. Começar a chorar imediatamente é o comportamento "lógico", o comportamento de adaptação, o comportamento que a seleção natural favoreceu durante milhões de anos, porque facilita a sobrevivência do indivíduo. Numa tribo, há 100.000 anos, se um bebê separado da mãe chorasse imediatamente a plenos pulmões, a mãe provavelmente iria buscá-lo de imediato. Porque essa mãe não tinha cultura nem religião, nem conhecia os conceitos de "bem", "caridade", "dever" ou justiça"; não cuidava do filho por pensar que essa era a sua obrigação ou porque temia a prisão ou o inferno. Muito simplesmente, o choro do filho desencadeava nela um impulso forte, irresistível, de acudi-lo e confortá-lo. Mas se um bebê se mantivesse calado durante 15 minutos e depois chorasse baixinho e apenas chorasse a plenos pulmões em 2 horas, a mãe poderia estar longe demais para ouvir.

Esse grito tardio já não teria qualquer utilidade para a sua sobrevivência, contribuindo, pelo contrário, para acelerar o seu fim. Porque agora, os gritos de angústia de uma cria abandonada seriam música para os ouvidos das hienas.


Além disso, se refletirmos um pouco, veremos que esse comportamento que nos parece "lógico" e "racional" perante a separação da pessoa amada, esperar um pouco e aborrecer-se gradualmente, apenas é adotado pelos adultos quando esperam confiantemente o regresso da pessoa ausente. Imagine que a sua filha de 15 anos está na escola. Durante o horário escolar, você não sente qualquer preocupação relativamente a essa separação, porque sabe perfeitamente onde ela se encontra e quando vai regressar (o seu filho de 2 anos saberá onde você se encontra e quando você volta ? Mesmo que lhe expliquem, não consegue compreender). Se passarem 30 minutos da hora em que deveria chegar em casa, certamente você começará a sentir os primeiros temores ("o ônibus atrasou", "deve estar conversando com os amigos"). Se se atrasar mais do que 1 hora, começará a aborrecer-se ("estes filhos, parece mentira, são uns irresponsáveis, pelo menos podia ter telefonado, foi para isso que lhe comprei o celular"). Se ela se atrasar 2 ou 3 horas, você começará a telefonar para as amigas, para ver se ela está na casa de alguma. Se 5 horas depois ainda não tiver aparecido, você estará chorando, ligando para os hospitais, porque pensa que foi atropelada. Depois de 12 horas, chorará cada vez mais, irá à polícia, onde lhe vão explicar que muitos adolescentes fogem de casa por qualquer motivo, mas quase todos voltam dentro de 3 dias. Durante 3 dias, você vai agarrar-se a essa esperança, mas cada vez chorará mais e, ao fim de 1 semana, será a imagem viva do desespero.


Mas imagine agora que tem uma grande discussão com a sua filha de 15 anos, na qual se proferem censuras e insultos graves e, por fim, ela mete alguma roupa velha numa mochila e grita "odeio você ! Odeio, estou farta desta família, vou embora para sempre, não quero ver você nunca mais"e vai-se embora, batendo a porta. Quantas horas espera alegre e despreocupadamente antes de começar a chorar ? Não começará a chorar ainda antes que ela saia de casa, não a seguirá pela escada, não correrá atrás dela pela rua, não tentará agarrá-la sem temer dar espetáculo na frente dos vizinhos, não se porá de joelhos à frente dela e suplicará, não se deterá apenas quando a exaustão a impedir de continuar a correr ? Parece-lhe que comportar deste modo possa ser "infantil" ou "egoísta" da sua parte ? Acha que ouviria os vizinhos dizerem "olha que mãe mais mal-educada, nem há 5 minutos que a filha foi embora e já está chorando como uma histérica. Certamente faz isso para chamar a atenção" ?

Sim, é fácil ser paciente, quando se está convencido de que a pessoa amada vai regressar. Mas não se mostrará tão paciente quando tiver dúvidas a esse respeito. E quando tiver certeza absoluta de que a pessoa amada não pensa em voltar, não será absolutamente nada paciente desde o início.

Não precisa esperar 15 anos para viver uma cena como a descrita. A sua filha já se comporta assim agora, quando você vai embora. Porque ainda é muito pequena
para saber se você vai regressar ou não, ou quando vai regressar, ou se vai estar perto ou longe. E, por acaso, o seu comportamento automático, instintivo, aquele que herdou dos seus antepassados ao longo de milhares de anos, será começar a pensar sempre no pior. Cada vez que se separa de você , a sua filha irá chorar como se a separação fosse para sempre. (E o que dizer das mães que pretendem "tranqüilizar" os filhos com frases do estilo "se não se comportar, a mamãe vai embora" ou "se não se comportar, não gosto de você" ?).


Dentro de 3, 4, 5 anos, à medida em que vá compreendendo que a mãe vai voltar, a sua filha poderá esperar cada vez mais tranqüila e durante mais tempo. Mas não será por ser "menos egoísta" nem "mais compreensiva", e muito menos porque você, seguindo os conselhos de qualquer livro, ensinou-lhe a adiar a satisfação dos seus caprichos.


Os recém-nascidos necessitam do contato físico. Provou-se experimentalmente que, durante a primeira hora depois do parto, os bebês que estão no berço choram 10 vezes mais do que aqueles que estão nos braços da mãe.

Ao fim de alguns meses, é provável que se conformem com o contato visual. O seu filho ficará contente, pelo menos durante algum tempo, se puder ver a mãe e se ela sorrir-lhe ou falar com ele de vez em quando. Há 100.000 anos, as crianças de meses provavelmente nunca se separavam da mãe, porque isso significava ficarem no chão nus. Atualmente, estão bem protegidos num local macio, e, mesmo que o instinto lhe continue a dizer que estarão melhor no colo, são tão compreensivos e têm tanta vontade de fazerem-nos felizes que a maioria se resigna a passar alguns minutos na cadeirinha. Mas, assim que você desaparecer do seu campo visual, o seu filho começará a chorar como "se estivessem matando-no". Quantas vezes se ouviu uma mãe dizer esta frase ! Porque efetivamente a maorte foi, durante milhares de anos, o destino dos bebês cujo pranto não obtinha resposta.


É claro que o ambiente onde criamos nossos filhos é atulamente muito diferente daqeule em que evoluiu a nossa espécie. Quando você deixa seu filho no berço, sabe que ele não vai passar frio ou calor, que o teto o protege da chuva e as paredes, do vento, que não será devorado por animais selvagens; sabe que estará apenas a alguns metros, no quarto ao lado, que acudirá prontamente ao menor problema. Mas seu filho não sabe disso. Não pode sabê-lo. Reage exatamente como teria reagido um bebê do Paleolítico. O seu pranto não responde a um perigo real, mas a uma situação, a separação, que durante milênios significou invariavelmente perigo.

À medida em que vai crescendo, seu filho irá aprendendo em que caso a separação comporta um perigo real e em que caso não tem importância. Poderá ficar tranqüilamente em casa enquanto você vai às compras, mas começará a chorar se estiver perdido no supermercado e pensar que você voltou para casa sem ele...

O pranto de nada serviria se a mãe não estivesse também geneticamente preparada para lhe responder. O pranto de uma criança é um dos sons que provoca uma reação mais intensa num adulto humano. A mãe, o pai e mesmo os desconhecidos sentem-se comovidos, preocupados e angustiados; sentem um desejo imediato de fazer algo para que o choro pare. Amamentá-lo, passear com ele, trocar a fralda, pegá-lo no colo, vesti-lo, despi-lo; qualquer coisa, desde que se cale. Se o pranto for especialmente intenso e contínuo, recorre-se ao pronto socorro ( e muitas vezes com bons motivos).


Quando nos é impossível calar um pranto, a nossa própria impotência pode converter-se em irritação. É o que acontece, quando se ouve chorar noutro andar: as convenções sociais impedem-nos de intervir e, por isso, a situação é particularmente aborrecida para nós ("Mas o que estão pensando aqueles pais ?" "Não fazem nada ?, "Aquele menino é um malcriado, os nossos nunca choraram assim !"). Muitos vizinhos criticam pelas costas ou repreendem as mães cujos filhos choram "demais" e alguns chegam até a bater na porta para protestar. Várias mães já me disseram: "O médico disse que o deixasse chorar porque chora sem razão; mas não posso fazer isso porque os vizinhos reclamam." Com a mesma intensidade sonora, uma criança que chora num edifício incomoda-nos mais do que um trabalhador que martela um som de heavy metal.



Quando as normas absurdas de alguns especialistas impedem os pais de responder ao choro da forma mais eficaz (pegando o bebê no colo, tocando-lhe, cantando, amamentando-o...), que outra saída nos resta ? Pode deixá-lo chorar e tentar ver TV, cozinhar, ler um livro ou conversar com o seu companheiro, enquanto ouve o pranto agudo, contínuo, dilacerante do seu próprio filho, um prato que atravessa as paredes e pode prolongar-se por 5, 10, 30, 90 minutos ? E quando começa a fazer ruídos angustiantes como se estivesse vomitando ou sufocando ? E quando deixa de chorar tão de repente que, em vez de ser um alívio, imagina a criança parando de respirar, ficando branca e depois azulada ? Estarão os pais autorizados a correr para o lado do filho ou isso seria considerado como "recompensá-lo pela choradeira" e até disso estão proibidos ?

A outra opção é tentar acalmá-lo, mas sem pegar no colo, embalar ou amamentar. E porque não também com uma mão amarrada nas costas, para tornar a tarefa ainda mais difícil ? Ou ligar ou rádio, rezar ou oferecer-lhe dinheiro ?

Um especialista, o Dr. Estivill, propõe que lhe digamos o seguinte (a uma distância superior a um metro, de modo que os pais não toquem na criança): "Meu amor, mamãe e papai te amam muito e estão ensinando você a dormir. Dorme aqui com seu boneco... Até amanhã"


Palavras de consolo e de amor verdadeiro que certamente acalmariam qualquer criança, seja qual for a causa do seu pranto, a partir de 6 meses ! Ainda que talvez nem mesmo o autor destas palavras acredite muito na sua eficácia tranqüilizadora, pois adverte os pais que, uma vez pronunciadas, devem ir-se embora, mesmo que a criança continue a chorar e a gritar (a mal agradecida).

Em muitos países os maus tratos são um problema. Dezenas de crianças morrem todos os anos nas mãos dos próprios pais e muitas sofrem hematomas, fraturas, queimaduras... A pobreza, o álcool e outras drogas, o desemprego e a marginalidade contam-se entre as causas dos maus tratos. Mas também é necessário um catalisador. Por que bateram na criança hoje e não ontem ? O pranto é um catalisador freqüente. "Chorava sem parar e não consegui suportar mais". O que podem fazer os pais quando tudo o que serve para acalmar as crianças (peito, colo, canções, agrados) está proibido ?"

Do livro Bésame Mucho - Como Criar os Seus Filhos Com Amor, do Dr. Carlos González.
Colaboração de Flávia O. Mandic








Blog EntrySono do Bebê: Uma Solução Pacífica Oct 9, '09 1:08 PM
for everyone
  Sono do Bebê: Uma Solução Pacífica    

  de Naomi Aldort , autora de "Raising Our Children - Raising Ourselves"  

Meu Bebê Acorda Muito Seguido  

Pergunta: Minha bebê tem 9 meses e ela acorda para mamar praticamente de hora em hora. Ela acorda e chora, se agita, ou só resmunga. Nossa bebê dorme junto na nossa cama. Ela tira uma soneca durante o dia. Eu coloco ela na cama por volta das 8, e às 9 ela acorda chorando. Meu marido e eu vamos pra cama por volta das 11hs. Então, ela acorda pela segunda ou terceira vez e continua acordando toda a noite. Como eu posso reduzir a quantidade de mamadas durante a noite?  



Resposta de Naomi Aldort:

A maternidade noturna  surpreende muito as mães. Ninguém nos fala que um bebê bem conectado acordaria com freqüência para se alimentar. Além disso, é difícil não se influenciar pela expectativa cultural de que um bebê deveria dormir a maior parte da noite, com muito poucas interrupções.

Ainda mais, essa expectativa é o que cria o stress. Meu palpite é que, se você soubesse que o bebê vai acordar bastante, você estaria mais em paz com relação a isso e encontraria um jeito de conseguir mais descanso para você mesma.  


É comum e saudável para os bebês, acordar com freqüência para se alimentar. A quantidade de alimentação à noite varia de bebê para bebê, mas, a maioria dos bebês que são totalmente atendidos, vai acordar com freqüência; é o jeito da natureza garantir a saúde, segurança e crescimento do bebê. Bebês crescem rápido quando dormindo, e portanto, estão freqüentemente com fome.

 Quando descobrem que as suas necessidades vitais estão sempre ao alcance, eles crescem para se sentirem emocionalmente seguros, contentes e confiantes em si mesmos e nos outros. Eles aprendem que dicas sutis são suficientes para ter suas necessidades satisfeitas. 


 É interessante que, a maioria das mães aborígenes nem sequer pensa em “colocar” um bebê para dormir. Uma mãe simplesmente continua sua vida com o bebê preso ao seu corpo. O bebê dorme e acorda, fortalecendo sua auto-consciência e auto-confiança.  À noite, a mãe já está esperando acordar tanto quanto for necessário.


  Tanta conexão física parece ameaçadora para as mães modernas. A dificuldade começa quando nós resistimos ao jeito como a bebê é. Quando nos focamos em corrigir seus modos, em vez de responder ao jeito como ela é. Quando seguimos essa trilha, estamos estressadas e desconectadas de nossa bebê, e menos capazes de entender suas necessidades. Queremos que ela seja o que ela não é. 


 Em contraste, quando confiamos na bebê, nós facilmente encontramos maneiras produtivas de responder às suas demandas. Por exemplo, não resistimos ao fato de que os nenéns não caminham; nós os carregamos, e inventamos Baby Slings, e outras soluções criativas que nos ajudam a ir de encontro `as necessidades deles.

Portanto, ao responder a sua pergunta, eu gostaria de fornecer ferramentas para atender a necessidade da sua bebê ser alimentada à noite. Fazendo isso, pode ser que ela acorde menos vezes, mas esta não é a sua meta. Quando você conquistar paz interior- as escolhas dela serão para você um grande prazer. Reduzir acordadas para conferir que a mamãe está lá.
   Sendo que você coloca sua neném na cama algumas horas antes de você e possivelmente para sonecas, é provável que ela tenha se tornado ansiosa, precisando conferir que você está ao lado. Sozinha no berço ou sozinha na cama familiar não tem diferença para a bebê.
 Se ela acorda e você não está lá, ela chora de aflição e aprende que chorar é o jeito de conseguir a sua atenção.
Desta maneira ela já se condicionou a acordar ansiosa e chorando. Ela dorme menos profundamente, ficando alerta à sua presença, e acordando com mais freqüência , mesmo  quando você está ali bem do seu lado.

Ela não tem como ter certeza de que você estará lá. A bebê só se sente segura para dormir profundamente quando ela não tem dúvida de que você está sempre com ela. Portanto, sono conjunto é melhor quando praticado em tempo integral. 

 Isto não é motivo para você se culpar, ou se preocupar com a sua bebê. Ela está obviamente sendo muito bem cuidada e, portanto, irá responder aos ajustes e ganhar um sono mais tranqüilo. 

 Você não está sozinha. Muitos pais responsáveis e conectados colocam o seu bebê na cama antes deles para poder se conectarem com seu companheiro/a ,ou para  cuidarem de si próprios. Embora a conexão do casal seja  importante,a noite é a pior hora para isto, já que é a hora que o bebê mais precisa da mãe. Seja criativa em encontrar tempo para você e o seu esposo, e aprendam a se conectar um com o outro com o bebê nos braços. A vida nunca mais será a mesma.
O quanto antes você abraçar a nova realidade, mais alegria você terá.  

Abaixo se encontram jeitos de certificar que a sua filha esteja livre de ansiedade, e que você consiga dormir mais, enquanto honra a sua necessidade por alimentação freqüente durante a noite: 

    * Vá para a cama na mesma hora que a sua bebê, ou mude o horário dela de dormir para gradualmente se ajustar ao seu. Deste jeito você poderá dormir mais e a sua bebê vai aprender a confiar que você está sempre ao seu lado e, gradualmente diminuir a necessidade de “acordar pra conferir”. Depois de um tempo, quando ela tem certeza de que você está sempre com ela, ela vai acordar sem chorar e só o tanto quanto ela necessite mamar.           * Uma alternativa é deixar a sua bebê pegar no sono em seus braços enquanto você ainda está de pé com seu marido, ou com suas outras crianças.     


     * Quando a sua neném tira um cochilo, você pode dormir com ela e também descansar, carregue ela num Baby Sling ,sente com ela nos braços para ler, ou para estar com sua criança mais velha ,etc., ou deite ela do seu lado, sendo que se ela demonstrar o menor movimento,você pode prontamente tocá-la, se  aninhar com ela, ou amamentar. Assim ela se sente segura.      

    * Durma sem blusa , ou com um roupa que seja fácil de remover, podendo permanecer adormecida enquanto oferece o peito.       

   * Amamente sem mudar muito de posição. Fique na cama e deitada no escuro. A minimização do movimento e mudança ajudará ambas voltarem a dormir. Você pode até pegar no sono ou cochilar enquanto amamenta.    

      * Se você precisar trocar uma fralda molhada, tenha à mão, e troque debaixo das cobertas deitada. Eu descobri colocar o bebê no meu peito uma das posições mais fáceis para trocar fraldas , assim como um jeito celestial de cair no sono. Isto funciona melhor com fraldas do formato da descartável. (Ou fralda de pano tipo All in One).      

    * Coloque cortinas na janela do seu quarto, e a sua bebê vai dormir mais tempo de manhã, permitindo a vocês duas um descanso a mais.(Isto pode levar tempo para causar um impacto na sua neném.)        

  * Quando um bebê começa a se agitar, eu geralmente me pergunto se ele acordou não por necessidade de se alimentar,mas por que está muito quente, ou a malha da sua roupa está desconfortável devido ao material, nós, ou dobras. Experimente diferentes tipos de material macio, e tenha certeza de que o quarto tem ar fresco.     

     * Evite luzes noturnas. Mantenha o quarto escuro para um sono mais profundo, e para quando a sua bebê acordar, ela não tenha interesse visual e queira levantar.       

   * Com raras exceções, evite tirar sua neném da cama no meio da noite.       

   * Remova relógios eletrônicos e outros artefatos elétricos da área de sono. Isto inclui TV, ou máquinas do outro lado da parede. Campos eletromagnéticos enviam radiação através da parede e podem ser prejudiciais, assim como manter alguns bebês acordados.   

       * Remova o relógio do quarto para o seu próprio bem, também. Evite contar o número de vezes que a sua bebê acorda, ou quanto sono você consegue; tais preocupações mentais causam stress e cansaço. Estar em paz pode ser mais reparador que o sono.        

  * Cada vez que a sua neném acordar, refresque a sua memória sobre o quanto você a ama e curte amamentá-la e abandone as contagens de quantas vezes você acordou. Quando você não lembra de manhã quantas vezes ela acordou, você vai se sentir revigorada.    

Eu me recordo de noites quando eu não conseguia voltar a dormir depois de amamentar. Eu terminava dormindo duas ou três horas e me sentia exausta. Então eu me livrei do relógio e parei de contar. Minhas horas acordada durante a noite se tornaram muito especiais. Eu me aninhava com meu bebê esperando com um grande prazer pela sua próxima acordada. Eu pensava comigo mesma,

“Como eu posso memorizar esse tempo incrível de estar deitada na cama segurando esse encanto angelical adormecido?” Sem contar, ou conferir no relógio, eu levantava de manhã com plena energia para o dia.

  O que vai ajudar mais você, é se dar conta que não há problema; você pode aguardar ansiosamente pela acordada da sua bebê durante a noite. Utilize as ferramentas que mais se ajustam a você e encontre outras que correspondam ao seu caso específico, e a sua bebê que é única. Sua serenidade vai ajudá-la a permanecer criativa e receptiva.  


  Naomi Aldort Ph.D. é a autora de Raising Our Children, Raising Ourselves (Criando Nossos Filhos, Criando  Nós Mesmos), ainda não traduzido para o português. Suas colunas de conselho são publicadas em revistas progressivas de paternidade/maternidade em todo mundo.  

Aldort oferece orientação por telefone,e aconselhamento internacional com respeito a  todas as idades, de bebês até adolescentes: paternidade/maternidade conectada; aprendizagem natural; relacionamentos pai-e-filho pacíficos e poderosos. Produtos, aconselhamento, e boletim informativo gratuito: www.authenticparent.com  

©Copyright Naomi Aldort  

Traduzido por Janaína Ribeiro, ventobranco@gmail.com  para www.slingando.com

M. BOOKS / SÉRIE PAIS E FILHOS
 

 

Lançamento

Agosto /2009

 

344 páginas
Formato: 16 X 23

Preço R$59,00

 

ISBN: 978857680075-0
Código de Barras:
978857680075-0

 

Tradução

Maria Lúcia Rosa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SOLUÇÕES PARA NOITES SEM CHORO

Para crianças de 1 a 6 anos

 

MANEIRAS TRANQÜILAS PARA ACABAR COM OS PROBLEMAS NA HORA DE DORMIR E MELHORAR O SONO DE SEU FILHO

 

O amado clássico para os pais, de Elizabeth Pantley, Soluções para Noites Sem Choro, ajudou muitos pais a ajustarem o sono de seus bebês com carinho. Agora em Soluções para noites sem choro para crianças de 1 a 6 anos, lançamento da Editora M.Books a autora mostra as ferramentas para ajudar seu filho de um a seis anos a ir para a cama, permanecer nela e dormir a noite inteira.

 

Seu filhinho não dorme a noite inteira, briga para não ir dormir e você não tem uma boa noite de sono há anos? Conquiste o descanso que você precisa com os conselhos encontrados em Solução para Noites Sem Choro para Crianças de 1 a 6 Anos.

 

O livro oferece soluções sem choro para:

·         Batalhas, demora e fúria infantil na hora de dormir.

·         Despertar noturno e nas primeiras horas da manhã.

·         Transferência do berço para uma cama de solteiro.

·         Progresso da cama dos pais para o sono independente.

·         Eliminação da rotina de amamentar durante a noite inteira.

·         Término das visitas noturnas dos pequenos à sua cama.

·         Manejo de problemas na hora da soneca diurna.

·         Pesadelos, ansiedade de separação e temores noturnos.

 

Mãe de quatro filhos e orientadora educacional, Elizabeth Pantley elaborou um método de acabar com as noites em claro sem apelar para soluções como deixar a criança chorar ou relutar a noite toda ou fazer dos pais mártires que passam a noite em claro.

 

Sobre a Autora

 

Elizabeth Pantley, é autora do clássico livro de ajuda aos pais Soluções para Noites Sem Choro. Ela é freqüentemente citada como especialista em cuidados infantis e é mãe de quatro filhos que dormem como anjos.

 

 

A AUTORA ESTÁ DISPONÍVEL PARA ENTREVISTAS

 

 

 

 

 

 

M.Books do Brasil Editora Ltda

Contato para divulgação: Patrícia Rosa

Fone: (11) 3645-0415 E-mail: divulgacao@mbooks.com.br

Visite nosso site: www.mbooks.com.br




Quando dormem juntos, a mãe, ainda sonolenta, precisa auxiliar o bebê a adormecer no meio da noite após uma mamada. Mas os hormonios tranquilizantes liberados na mãe e bebê na amamentação ajudam a mãe a voltar a dormir (quem não se lembra de sentir relaxada e sonolenta após uma sessão de amamentação né?)

Ou seja, quando se dorme com o bebê geralmente não existem acordadas totais com muito choro, não existe aumento na adrenalina, tentativas de ficar acordado enquanto o bebê mama, tentativas de colocar o bebê que tava quentinho nos braços da mamães de volta no berço gelado (promovendo mais adrenalina nessa transferência de local e mais choro) e então tentar adormecer novamente, já temendo a proxima chamada para proxima mamada.

Hormonios do stress são presentes em niveis mais baixos em mães e bebês que dormem juntos, especificamente o balanço do hormonio CORTISOL, cujo controle é essencial para crescimento saudavel do bebê.

Em estudos com animais, bebês que permaneceram juntos às suas mães tinha maiores níveis de hormonios do crescimento e enzimas necessaries para crescimento do coração e cérebro (Butler, S.R., et al., "Maternal behavior as a regulator of polyamine biosynthesis in brain and heart of developing rat pups", Science, 1978, p 445-447; Kuhn, C.M., et al., "Selective depression of serum growth hormone during maternal deprivation in rat pups", Science, 1978, p. 1035-1036).


Vários estudos mostram que a fisiologia de bebês que dormem com suas mães é mais estável, incluindo temperatura, regulação de ritmos cardíacos e menos pauses em respiração que bebês que dormem sozinhos (Field, T., Touch in early development, N.J.: Lawrence Earlbaum and Assoc., 1995; Reite, M. and J.P. Capitanio, "On the nature of social separation and social attachment", The psychobiology of attachment and separation, New York: Academic Press, 1985, p. 228-238).


Dois dos maiores responsaveis desse coquetel hormonal são Ocitocina , o hormonio das ligações de afeto- tb conhecido como “hormonio do amor”, e prolactina um hormonio critico para iniciação da lactação que é chamado frequentemente de “hormonio da maternidade”. Ocitocina está envolvida em seja qual face do amor considerarmos- é liberada durante o sexo e tb foi relacionada evocar comportamento maternal se injetado em cérebros de ratas virgens.

Ocitocina sozinha é parte de um balanço hormonal complexo. Um aumento repentino de ocitocina dá motivação ao amor que pode ser direcionado em caminhos diferentes, e por isso existem diferentes tipos de amor (por exemplo, com alto nível de prolactina esse desejo é direcionado aos bebês).


Quando mulheres amamentam, por exemplo, elas recebem altas doces de ocitocina – que estimula reflexo de ejeção do leite e prolactina, que tem um efeito calmante na mãe quando amamenta. Endorfinas, os hormonios do prazer e superioridade tb são liberados durante amamentação e encorajam a mãe a repetir a experiencia de amamentar. Então endorfinas são transferidas do leite materno para o bebê, dando-lhe um senso de contentamento enquanto amamenta. Considerando que níves de prolactina são os maiores durante a noite, faz sentido considerar a proximidade com seu bebê à noite um fator importante na elevação e sentimentos de amor que a mãe sente por seu bebê. Talvez, sem a pressão de ensinar os bebês a dormirem a noite toda o quanto antes, mães poderiam apreciar as mamadas noturnas como uma oportunidade extra de ligação com seus bebês.





Observação: Como citado, a prolactina (hormônio responsável pela produção do leite) é mais produzida durante as mamadas noturnas.
Portanto, é mais do que importante manter e incentivar essa rotina de amamentar nas madrugadas para elevar a produção desse hormônio.
Bebês que são levados a dormir a noite toda desde cedo correm o risco de serem desmamados antes do tempo.



Para mães que curtem dividirem as camas com seus bebês, as pesquisas afirmam- toque e proximidade são elementos essenciais no apego entre vocês, o status hormonal que aumenta o apego é mais efetivo durante as mamadas noturnas, amamentação é mais sucessiva e continuada quando mães e bebês dormem juntos (McKenna JJ, Why babies should never sleep alone: a review of the co-sleeping controversy in relation to SIDS, bedsharing and breast feeding, Paediatr Respir Rev. 2005 Jun;6(2):134-52; McKenna JJ, Mosko SS, Richard CA. Bedsharing promotes breastfeeding. Pediatrics. 1997 Aug;100(2 Pt 1):214-9; Mosko S, Richard C, McKenna J, Drummond S, Mukai D.; Mosko S, Richard C, McKenna J. Maternal sleep and arousals during bedsharing with infants. Sleep. 1997 Feb;20(2):142-50.)



Se, mesmo com todas evidencias, ainda encontra criticismo à sua escolha (por exemplo, ouve comentarios como “ele nunca sairá de tua cama!”), acredite, seus filhos sairão de tua cama!!!
Mas lembre-se que quando entrarem na faculdade, podem muito bem estar dormindo com outra pessoa!



Trechos retirado dos artigos:

http://en.wikipedia.org/wiki/Co-sleeping

http://www.babyreference.com/sleepingandSIDS.htm

http://www.bellybelly.com.au/articles/baby/cosleeping-is-it-part-of-bonding

Por Andréia C. K. Mortensen




NORMAS GERAIS DE SEGURANÇA PARA A CAMA COMPARTILHADA

 
 

Através de meu livro, SOLUÇÃO PARA NOITES SEM CHORO, é evidente que todos os nossos quatro bebês foram muito bem-vindos em nossa cama familiar. Eu e meu marido Robert temos permitido que nossas crianças dividam nossa cama e nossos filhos, da mesma forma, têm apreciado dividir a cama com os irmãos. Importância crucial, no entanto, é o fato de termos seguido religiosamente todas as recomendações de segurança conhecidas para compartilhar o sono com nossos bebês.

A segurança para trazer um bebê para uma cama de adulto tem sido assunto de muito debate na sociedade moderna, especialmente recentemente. Em 1999 a Comissão de Segurança de Produtos ao Consumidor nos Estados Unidos (CONSUMER PRODUCT SAFETY COMISSION – CPSC), anunciou uma recomendação contra a prática da cama compartilhada com um bebê de idade inferior a dois anos. Todavia, pesquisas de opinião pública demonstram que aproximadamente 70% dos pais efetivamente dividem o sono com seus bebês durante parte da noite ou durante toda a noite. A maioria dos pais que escolhem compartilhar a cama está avidamente comprometida com a prática e encontram muitos benefícios nela.

A recomendação da CPSC é controvertida e têm agitado debates acalorados entre pais, médicos e especialistas em desenvolvimento da infância sobre a acuidade e propriedade desta recomendação; muitos especialistas acreditam que a questão demanda mais pesquisa. Enquanto isso é muito importante você pesquisar todos os pontos de vista e fazer a decisão correta para sua família. E lembre-se: mesmo que você decida-se contra dormir com sua criança você poderá aguardar para dividir o sono com o bebê mais velho, se assim se ajustar a sua família.

A lista de segurança a seguir, bem como muitas referências à cama compartilhada feitas em meu livro e no site da internet, são fornecidas por estes pais que pesquisaram este assunto e têm feito uma escolha instruída a favor da cama compartilhada com seus bebês. Aonde quer que você escolha para seu bebê dormir as sonecas do dia ou o sono da noite, por favor, preste muita atenção às recomendações de segurança e precaução a seguir:

- Sua cama deve ser absolutamente segura para seu bebê. A melhor escolha é colocar o colchão no chão, com a certeza de não existir nenhum vão onde seu bebê possa ficar preso. Tenha certeza de ter um colchão plano, firme e liso. Não permita que seu bebê durma em uma superfície macia, tal como cama d´água, sofá, colchões com a parte superior almofadada, poltronas em formato de “pufe” do tipo que se moldam ao corpo, ou qualquer outro móvel com estrutura flexível que possa ceder.

- Tenha certeza de ter lençóis sob medida, que permaneçam seguramente ajustados e não se soltem em caso de puxados.

- Se sua cama for elevada do chão utilize uma grade de segurança de estrutura entrelaçada para prevenir seu bebê de rolar para fora da cama e seja especialmente cuidadosa acerca de não existir nenhum espaço entre o colchão e a guarda da cabeceira da cama ou a guarda dos pés da cama.

OBSERVAÇÃO: Algumas grades de segurança projetadas para crianças mais velhas não são seguras para bebês porque possuem espaços em sua estrutura que possibilitam a passagem de pequenos corpos ou que estes fiquem presos nelas.

- Se sua cama é posicionada contra uma parede ou outro móvel verifique-a toda noite para ter certeza de que não existe nenhum espaço entre o colchão e a parede ou o móvel aonde o bebê possa ficar preso.

- A criança deve ser colocada entre a mãe e a parede ou a grade de proteção. O pai, irmãos, avós e babás não possuem a mesma consciência instintiva da localização do bebê como sua mãe. Mães: prestem atenção a sua sensibilidade pessoal ao bebê. O seu pequeno deve ser capaz de acordá-la através de um barulho ou movimento mínimo – normalmente até mesmo uma fungada ou ronco é suficiente. Se você descobrir que dorme tão profundamente que somente acorda quando seu bebê emite um choro alto, considere seriamente mudar o bebê para fora de sua cama, talvez para um berço próximo ou ao lado de sua cama.

- Utilize um colchão bem grande para fornecer amplitude de espaço e conforto para todos.

- Considere a possibilidade de uma arrumação de “cama acoplada”, aonde o berço ou segunda cama posiciona-se diretamente ao lado da cama principal.

- Tenha certeza de que o quarto aonde seu bebê dorme e todos os outros quartos a que ele possa ter acesso é a prova de crianças. (Imagine seu bebê engatinhando para fora da cama enquanto você dorme, para explorar a casa. Mesmo que ele não tenha feito isso - AINDA - você pode ter certeza de que eventualmente ele irá fazê-lo).

- Não durma com seu bebê se você tiver bebido álcool, se tiver usado qualquer droga ou medicação, se você em especial costuma dormir profundamente ou se está sofrendo privação de seu sono e acha difícil acordar-se.

- Não durma com seu bebê se você for uma pessoa grande, uma vez que um pai acima do peso constitui-se em risco provado para bebê, na situação da cama compartilhada. Não posso especificar uma tabela de correlação peso/bebê. Se o bebê rolar em sua direção, se existir inclinação ou depressão grande no colchão ou se você suspeita de qualquer outra situação de perigo, aja com segurança e acomode o bebê em um berço ou cama menor ao lado de sua cama.

- Remova todas as almofadas e cobertores durante os primeiros meses. Utilize extrema precaução quando introduzir almofadas ou cobertores, a medida que sei bebê fique maior. Vista o bebê e vocês de forma aquecida para dormir. (Uma dica para mamães que amamentam: como camiseta de baixo e para manter-se mais aquecida, vista uma camiseta comum ou de gola role antiga cortada pelo meio em direção à linha do decote). Tenha em mente que o calor do corpo aumenta o aquecimento durante a noite. Tenha certeza que seu bebê não ficará superaquecido.

- Não vista roupas de dormir com cordões ou fitas compridas. Não use jóia e se seu cabelo for longo, prenda-o para cima.

- Não utilize perfumes ou loções de aromas fortes que possam afetar os sentidos delicados de seu bebê.

- Não permita animais de estimação dormindo na cama com seu bebê.

- Nunca deixe seu bebê sozinho em uma cama de adulto a não ser que esta cama seja perfeitamente segura para ele, tal como um colchão firme no chão de um quarto a prova de criança, e somente quando você estiver por perto ou atenta, escutando o bebê através de um monitor (babá-eletrônica) confiável.

- Até a edição deste livro nenhum aparelho foi criado para uso comprovadamente seguro na proteção do bebê em uma cama de adulto. No entanto, uma quantidade de novas invenções está começando a surgir em catálogos e lojas de artigos para bebês, em resposta ao grande número de pais que desejam dormir de forma segura com seus bebês. Você pode querer verificar alguns produtos tais como redes, calços, berços, prendedores de lençóis etc.

Fonte http://www.pantley.com/elizabeth/books/0071381392.php?nid=169&isbn=0071381392

Texto enviado por Andréia Mortensen

Traduzido por Liana Lara


Ajudando seu filho a dormir

Fatos sobre crianças e sono

Em primeiro lugar, bebês em geral não são dorminhocos. Quando aceitamos esse fato, talvez paremos de enxergar um bebê que acorda de noite como um tipo de fracasso dos pais. As pesquisas sobre padrões de sono dos bebês e de crianças pequenas estabeleceram que:

• Bebês acordam muito mais que adultos porque seu ciclo médio de sono dura somente 50 minutos, comparados com os nossos que duram 90 minutos.
• Problemas de sono persistentes ou recorrentes são comuns nos anos pré-escolares.
• Aproximadamente 25% das crianças abaixo de 5 anos têm algum tipo de problema de sono.
• Cerca de 20% dos pais reclamam de problema com um bebê que chorava muito ou era irritável nos primeiros 3 meses de vida.

Acalmando o cérebro na hora de ir para a cama

Seu objetivo número 1 na hora de colocar seu filho para dormir é trazê-lo de um estado de alerta máximo através da ativação da substância calmante chamada ocitocina e do hormônio do sono melatonina. A forma mais provável de atingir isso é através de uma rotina relaxante. Quando isso é repetido, há uma chance de ativar as mesmas substâncias químicas calmantes no cérebro.


O que quer que você faça, mantenha-se calmo

Se as substâncias químicas de estresse estão sendo fortemente ativadas no seu próprio cérebro, você não pode esperar que vá acalmar seu filho e trazê-lo de um estado de alerta. Seu tom de voz é tudo e se você está tenso, exigente, irritado ou nervoso, suas tentativas de ser calmo serão falsas. Em outras palavras, seu estresse e raiva podem ativar os sistemas de alarme no cérebro do seu filho, fazendo-o sentir-se inseguro demais para dormir. Por outro lado, se seu cérebro está fortemente ativando opióides e sua voz é gentil, baixa e calma, isso pode ser profundamente confiante para seu filho e mais provavelmente ele vai atendê-lo.

Aconchegue-se e leia um livro

Enquanto você lê, seu contato corporal com seu filho irá ativar ocitocina no cérebro dele, o que pode deixá-lo sonolento. Escutar a estória irá engajar os lobos frontais do cérebro do seu filho (cérebro superior), a parte que naturalmente inibe impulsos motores – como o desejo de pular na cama.
Tente criar uma atmosfera mágica. Diminua as luzes (a escuridão ativa a melatonina) ou use velas (cuide da segurança). Você também pode tocar uma música suave, o que pode diminuir o nível de excitação.


Não dê comidas que vão deixá-lo acordado

Evite dar ao seu filho comidas ricas em proteína, como carne ou peixe, nas duas horas anteriores à rotina do sono, uma vez que ativam dopamina (um estimulante cerebral). Chocolate também não é boa idéia, porque contém cafeína, que é estimulante. Se seu filho está com fome, ofereça um carboidrato, como uma banana, que ativa serotonina no cérebro e ajuda-o a sentir-se sonolento.

Evite ativar o sistema de medo na parte inferior do cérebro da criança

Se seu filho está com medo do escuro, mantenha uma luz fraquinha no quarto. Você pode chamá-la de “fadinha da segurança”, que irá tomar conta dele enquanto ele dorme. Encare com seriedade os medos e ansiedades dele e conforte-o. Se não fizer isso, o cérebro dele continuará ativando altos níveis de glutamato, norepinefrina e CRF (fator de liberação de corticotropina), levando o corpo dele a um estado de super estimulação. Quando isso acontece, nenhum ser humano sente-se com sono de forma alguma.


Você pode deitar-se ao lado dele enquanto ele pega no sono

Se você fizer isso, não deve haver conversa. Finja estar dormindo; concentre-se na sua própria respiração profunda. O contato pele a pele irá regular o sistema de excitação do seu filho e fortalecer a ligação entre vocês. Quanto mais calmo você estiver, mais calmo ele estará. Considere as substâncias químicas cerebrais envolvidas. O contato corporal ativa a liberação de opióides e ocitocina – e ocitocina promove a sonolência. Uma vez que ele está dormindo, você pode sair de perto e aproveitar sua noite.

Se a criança está muito ansiosa para que você não saia, pergunte o porquê

Uma criança ansiosa de 3 anos que está sofrendo da ativação do sistema cerebral de medo e separação provavelmente pedirá por mais copo de água ou pela sua chupeta, ou para ir ao banheiro, quando o que ele realmente quer dizer é que está com medo. Pergunte de que ele tem medo ou o que ele pensa que acontecerá se você sair do quarto. Quando os sentimentos dele estiverem expostos e discutidos, você pode encontrar maneiras de acalmá-lo, como entregar a ele uma peça de roupa sua para ele segurar enquanto pega no sono, ou abraçá-lo na cama de um jeito especial, reconfortando-o com abraços e palavras. Use sua presença emocionalmente aconchegante para ativar opióides no cérebro dele, uma vez que tais substâncias inibem a ansiedade de separação.


Tenho que acalmar meu filho repetidamente, toda noite – o que estou fazendo errado?

Se você está encontrando dificuldades em colocar seu filho para dormir noite após noite, você precisa fazer algumas perguntas a si mesmo. Primeiro, você está sendo calmo o suficiente toda noite? O cérebro humano é muito sensível a atmosferas emocionais e à percepção de emoções que você pode estar sentindo intensamente, mas está tentando não deixar transparecer.

Há uma atmosfera de paz e segurança no quarto dele, com luzes fracas para ativar o hormônio do sono, a melatonina? Seu filho está cansado o suficiente? Ele comeu recentemente proteína ou chocolate ou tomou um refrigerante, tudo o que poderia mantê-lo acordado? Ele faz atividade física durante o dia? Propicie oportunidades para ele brincar ao ar livre de tarde sempre que possível; quanto mais claridade ele vivencia durante o dia, melhor ele dorme à noite.

Há alguma coisa perturbando-o em casa ou na escola, de forma que ele não se sinta seguro para dormir? Você o critica com frequência? Ele grita muito com você? Se ele acha que o relacionamento entre vocês dois não é sólido, ele pode sentir medo de deixá-lo sair de perto de noite.”

Do livro The Science of Parenting, de Margot Sunderland, 2006. Tradução de Flávia Mandic.



Leituras adicionais:

Sobre ciclos de sono:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=1122463&tid=2484181471665845573
8 Fatos Sobre o Sono de Bebês que Todo Pai e Toda Mãe Deveriam Saber, por Dr. Sears


Sobre problemas de sono nos anos pré-escolares:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=1122463&tid=2462293377723784892
Soninho das crianças de 18 a 24 meses com pesquisa: Sleep in America


Sobre alimentacao ideal para dormir bem:
http://www.orkut.com/Main#CommMsgs.aspx?cmm=1122463&tid=5262562555217738565
Comer bem para dormir bem


Sobre sono, angustia e e reações de separação:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=1122463&tid=2544251897879761489
18 a 24 meses – Sono e reações de separação


Sobre rotina e ritmos de sono:

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=1122463&tid=2447791691231820613
Ajude seu filho a ter o descanso merecido, para maiores de 1 ano, ritmos biológicos


Blog Entry52. Tudo Sobre o Choro dos BebêsJan 2, '09 2:01 PM
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Tudo Sobre o Choro dos Bebês

“Por que os bebês choram?

Há cerca de 1.5 milhões de anos, os ancestrais dos humanos caminharam em duas pernas pela primeira vez. Isso deixou os braços livres para realizar tarefas complexas e, com o tempo, a inteligência desenvolveu-se mais. A mudança para o bipedalismo significou que a pelve humana tornou-se mais estreita e, como as capacidades intelectuais aumentaram, o cérebro tornou-se maior. A solução evolucionária a respeito do parto foi fazer com que o bebê humano nascesse muito imaturo, porque de outra forma a cabeça grande não passaria pelo canal estreito da pelve materna. Esta imaturidade significa que os bebês humanos precisam completar grande parte do seu desenvolvimento fora do útero. Sigmund Freud estava certo quando disse que o bebê humano chega ao mundo “inacabado”. Você precisa pensar no seu recém-nascido como um “feto fora do útero”.

Sim, seu bebê é imaturo. Sim, ele é muito sensível. Sim, ele é muito vulnerável ao estresse.

Seu bebê vai chorar por muitas razões. Ele vai chorar porque está cansado ou faminto ou muito estimulado por demasiada distração dos adultos. Ele passa facilmente de um estado de medo do perigo ou choque – choque se o ambiente está muito claro, muito frio, muito quente, muito hostil, muito agitado. A amídala na parte inferior do cérebro, que funciona como um detector de provável perigo funciona perfeitamente a partir do nascimento.

Imagine o mundo do bebê. Como ele pode saber que aquele liquidificador barulhento não é um predator que virá atacá-lo? Como ele pode lidar com o estresse de ser despido e mergulhado na água quando você o coloca no banho?

A princípio, pode ser difícil descobrir o que o choro significa

Com o tempo, você será capaz de decifrar os choros cada vez com mais precisão. Você aprenderá, por exemplo, diferenciar um choro de fome de um choro de cansaço. Tendo dito isso, haverá ocasiões em que você não saberá o porquê do choro. Isso não importa. O que importa é que você acalme seu bebê e que você tenha consciência mental e emocional para ouvir o choro e considerar seriamente o pânico e a dor do seu filho.

Por quanto tempo esta choradeira persiste?

Os três primeiros meses são geralmente os piores. O choro costuma ter um pico quando o bebê está entre 3 e 6 semanas de vida e depois diminui por volta de 12 a 16 semanas. Sheila Kitzinger sugere que o choro diminui por volta dessa idade porque é quando os bebês são mais móveis e podem segurar objetos, brincar com eles, então eles não mais choram por tédio ou frustração.


Bebês mais velhos e crianças entre 18 meses a 4 anos ainda choram quando estão com frio, com fome, cansados, doentes, embora o choque neste mundo tenha dramaticamente diminuído. Mas eles são inundados de sentimentos novos. Eles sofrem com os episódios de pânico pela ansiedade de separação e tornam-se cada vez mais claros a respeito dos seus gostos e desgostos, sobre o que os amendontra e o que os desagrada. Na criança pré-verbal, o choro geralmente significa “não”. “Não, eu não quero que você me tire do seu colo, faz com que eu fique em pânico”. “Não, eu não quero ir no colo de um estranho, eu estava tão bem nos seus braços.” “Não, eu detesto como este casaco arranha minha pele”.

Toda esta resposta de pânico significa altos níveis de substâncias químicas inundando o cérebro do bebê

Estas substâncias químicas não são por si sós perigosas, mas é um caso diferente se elas permanecem circulantes no cérebro por períodos prolongados de crises de choro e ninguém considera seriamente o pânico do bebê e oferece-lhe conforto. Distanciar-se emocionalmente do estresse da criança, não importa o que dizem os livros sobre treinamento para o sono – ou até pior, responder com raiva ao choro do bebê (embora algumas vezes você sinta assim) – nunca é apropriado.


Choro Prolongado

Vamos deixar claro – não é o choro por si só que pode afetar o desenvolvimento do cérebro do bebê. Não é. É o estresse prolongado, ignorado, não confortado. Então não estou defendendo que você corra para o seu filho assim que o lábio inferior comece a tremer ou após um curto protesto de choro que dura poucos minutos (talvez porque ele não tenha recebido sua bala favorita). O choro prolongado é aquele que qualquer pai e mãe sensíveis (ou qualque pessoa que seja sensível à dor alheia) irá reconhecer como um pedido desesperado de ajuda. É o tipo de choro que dura e eventualmente pára quando a criança está completamente exausta e cai no sono ou, num estado de falta de esperança, deduz que a ajuda nunca chegará.

Se um bebê é deixado chorando com frequência, o sistema de resposta ao estresse no cérebro pode ser afetado para o resto da vida

Existem muitos estudos científicos em vários locais do mundo mostrando como estresse no início da vida pode resultar em mudanças negativas no cérebro do bebê. Uma criança que é abandonada chorando por longos períodos pode desenvolver um sistema de resposta ao estresse que seja super sensível e que vai afetá-la para o resto da vida. Isso pode significar que muito frequentemente a percepção dela sobre o que está acontecendo à sua volta será permeada por um senso de ameaça e ansiedade, mesmo quando tudo está perfeitamente seguro.


Um bebê pode manipular ou controlar os pais através do choro?

Pais podem se perguntar se o bebê deles está usando o choro para manipulá-los, especialmente quando ouvem comentários dos seus amigos e parentes bem intencionados, como “Simplesmente o deixe chorar. Ele está tentando controlar você. Ceda agora e ficará arrependido depois.” Nós agora sabemos que isso é impreciso em termos neurobiológicos.
Para controlar um adulto, um bebê precisa do poder de pensamento claro e, para isso, ele precisa da substância química cerebral glutamato trabalhando bem nos seus lobos frontais. Mas o sistema de glutamato não está apropriadamente estabelecido no cérebro do bebê, então isso significa que ele não é capaz de pensar muito acerca de coisa nenhuma, que dirá manipular os pais.
Alguns pais ficam alheios à dor do filho, e escutam o choro como “é só um choro”. Isso pode ser resultado da forma como foram criados. Uma vez que ninguém respondeu quando eles eram bebês, eles são agora incapazes de sentir o desconforto do filho.


O que está acontecendo no cérebro do bebê?

Pais responsáveis nunca deixariam um bebê numa sala cheia de fumaças tóxicas que poderiam danificar o cérebro da criança. Ainda assim, muitos pais deixam seu bebê num estado de estresse prolongado, desassistido, desconhecendo que ele está sob risco de níveis tóxicos de substâncias químicas inundarem seu cérebro.
Gerações antigas deixavam o bebê chorando porque acreditavam que “exercitava os pulmões”, sem a menor idéia do quão vulnerável ao estresse é o cérebro de um bebê. Num bebê que chora, o hormônio do estresse cortisol é liberado pelas glândulas adrenais. Se a criança é confortada e acalmada, o nível de cortisol diminui novamente, mas se a criança é deixada chorando, o cortisol permanece alto. Isso é uma situação potencialmente perigosa, porque depois de um período prolongado, o cortisol pode atingir níveis tóxicos que podem danificar estruturas-chaves e sistemas no cérebro em desenvolvimento. O cortisol é uma substância química que pode permanecer no cérebro em altos níveis por horas e, em pessoas clinicamente deprimidas, por dias ou até semanas.”

Do livro The Science of Parenting, de Margot Sunderland, 2006.
Tradução de Flávia Mandic.



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 Leituras adicionais:

Sobre as substancias quimicas que inundam o cerebro do bebe
em condicoes de choro e estresses prolongados:

Estresse na infância -Choro excessivo no bebê e cortisol


Sobre o bebê que é deixado chorando com frequência, e o sistema de resposta ao estresse no cérebro pode ser afetado para o resto da vida:

Ignorar o choro pode trazer prejuizos para uma vida inteira (Margot Sunderland)

Blog Entry51. Teoria da Extero-gestação Nov 5, '08 2:22 PM
for everyone

Teoria da Extero-gestação 
 

Os bebês humanos estão entre os mais indefesos de todos os mamíferos. Por causa do maior tamanho do cérebro e do fato de que o tecido nervoso necessita de mais calorias para se manter que qualquer outro, grande parte do alimento ingerido é gasto em prover nutrição e calor para as células nervosas. Mais significante é o fato de que nossos bebês necessitam nascer mais cedo do que deveriam, com seus cérebros ainda não totalmente desenvolvidos. Se o bebê humano nascesse já com o sistema nervoso central amadurecido, sua cabeça não passaria pela pelve estreita da mãe no momento do parto. Ao contrário de outros mamíferos, como girafas e cavalos, o recém-nascido humano é incapaz de andar por um longo período após o nascimento, porque lhe falta o aparato neurológico maduro para tanto. O custo primal de ter um cérebro grande é que nossos filhotes nascem extremamente dependentes e em necessidade constante de cuidado. 

O crescimento do nosso cérebro após o nascimento é mais rápido do que o de qualquer outro mamífero e segue neste ritmo por 12 meses. 

A seleção natural demanda que pais humanos cuidem de seus filhos por um longo período e que os filhos dependam dos pais. Esta necessidade mútua traduz-se em um estado emocional chamado “apego”. 

Em algumas culturas, como na tribo !Kung, bebês raramente choram por longos períodos e não há sequer uma palavra que signifique “cólica”. As mães carregam os bebês junto ao corpo, com um aparato semelhante a um “sling”, mesmo quando saem para a colheita. A relação mãe-bebê é considerada sacrossanta, eles permanecem juntos o tempo todo. O bebê tem livre acesso ao seio materno e vê o mundo do mesmo ponto de observação que sua mãe. 

Nossa cultura ocidental não permite um estilo de vida idêntico ao de tribos primitivas, mas podemos tirar lições valiosas sobre como ajudar nossos bebês na adaptação à vida extra-uterina. 

Nos primeiros 3 meses de vida, o bebê humano é tão imaturo que seria benéfico a ele voltar ao útero sempre que a vida aqui fora estivesse difícil.

É preciso compreender o que o bebê tinha à sua disposição antes do nascimento, para saber como reproduzir as condições intrauterinas. O bebê no útero fica apertadinho, na posição fetal, envolvido por uma parede uterina morninha, sendo balançado para frente e para trás a maior parte do tempo. Ele também estava ouvindo constantemente um barulho "shhhh shhhh", mais alto que o de um aspirador de pó (o coração e os intestinos da mãe). 

A reprodução das condições do ambiente uterino leva a uma resposta neurológica profunda "o reflexo calmante". Quando aplicados corretamente, os sons e sensações do útero têm um efeito tão poderoso que podem relaxar um bebê no meio de uma crise de choro. 

Os 5 métodos para acalmar um bebê até 3 meses de idade são extremamente eficazes SOMENTE quando executados corretamente. Sem a técnica correta e o vigor necessário, não adiantam em nada.

 

1. Pacotinho ou casulo (embrulhar o bebê apertadinho)

A pele é o maior órgão do corpo humano e o toque é o mais calmante dos cinco sentidos. Embrulhadinho, o bebê recebe um carinho suave. Bebês alimentados, mas nunca tocados, freqüentemente adoecem e morrem. Estar embrulhadinho não é tão bom quanto estar no colo da mãe, mas é um ótimo substituto para quando a mãe não está por perto. 

Bebês podem ser embrulhados assim que nascem. Apertadinhos, de forma que não mexam os braços. Eles se sentem confortáveis, "de volta ao útero". Bebês mais agitados precisam mais de ser embrulhados, outros são tão calmos que não precisam. 

Se o bebê tem dificuldade para pegar no sono, pode ser embrulhado apertadinho, não é seguro colocar um bebê para dormir com um cueiro solto. Não permita que o cueiro encoste no rosto do bebê. Se estiver encostando, o bebê vai virar o rosto procurando o peito, ao invés de relaxar. 

Todos os bebês precisam de tempo para espreguiçar, tomar banho, ganhar uma massagem. 12-20 horas por dia embrulhadinho não é muito para um bebê que passava 24 horas por dia apertadinho no útero. Depois de 1 ou 2 meses, você pode reduzir o tempo, principalmente com bebês tranqüilos e calmos. 

2. Posição de Lado

Quanto mais nervoso seu bebê estiver, pior ele fica quando colocado sobre as costas. Antes de nascer, seu bebê nunca ficou deitado de costas. Ele passava a maior parte do tempo na posição fetal: cabeça para baixo, coluna encolhida, joelhos contra a barriga. Até adultos, quando em perigo, inconscientemente escolhem esta posição. 

Segurar o bebê de lado ou com a barriga tocando os braços do adulto ajuda a acalmá-lo (a cabeça fica na mão do adulto, o bumbum encostado na dobra do cotovelo do adulto, com braços e pernas livres, pendurados). Carregar o bebê num sling, com a coluna curvada, encolhidinho e virado de lado, tem o mesmo efeito. Atualmente especialistas são unânimes em dizer que bebês NÃO DEVEM SER POSTOS PARA DORMIR DE BRUÇOS, pelo risco de morte súbita.

O bebê não sente falta de ficar de cabeça para baixo, como no útero, porque na verdade o útero é cheio de fluido e o bebê flutua, como se não tivesse peso algum. Do lado de fora, sem poder flutuar, virado de cabeça para baixo, a pressão do sangue na cabeça é desconfortável. 

3. Shhhh Shhhh - O som favorito do bebê

O som "shhh shhh" é parte de quem somos, tanto que até adultos acham o som das ondas do mar relaxante. Para bebês novinhos, "shhh" é o som do silêncio. Ele estava acostumado a ouvir tal som 24 horas por dia, tão alto quanto um aspirador de pó. Imagine o choque de um bebê acostumado a tal som o tempo todo chegando a um mundo onde as pessoas cochicham e caminham na ponta dos pés, tentando fazer silêncio! 

Coloque sua boca 10-20 cm de distância dos ouvidos do bebê e faça "shhh", "shhh". Aumente o volume do "shh" até ficar tão alto quanto o choro do bebê. Pode parecer rude tentar "calar" um bebê choroso fazendo "shh", mas para o bebê, é o som do que lhe é familiar.

Na primeira vez fazendo "shhh", seu bebê deve calar após uns 2 minutos. Com a prática, você será capaz de acalmar o bebê em poucos segundos. É ótimo ensinar isso aos irmãos mais velhos, que adorarão poder ajudar e acalmar o bebê. 

Para substituir o "shhh", pode-se ligar:

- secador de cabelos ou aspirador de pó

- som de ventilador ou exaustor

- som de água corrente

- um CD com som de ondas do mar

- um brinquedo que tenha sons de batimentos cardíacos

- rádio fora de estação ou babá eletrônica fora de sintonia

- secadora de roupas ligada com uma bola de tênis dentro

- máquina de lavar louças

O barulho do carro ligado também acalma a criança. 

4. Balanço

"A vida era tão rica no útero. Rica em sons e barulhos. Mas a maior parte era movimento. Movimento contínuo. Quando a mãe senta, levanta, caminha e vira o corpo - movimento, movimento, movimento." (Frederick Leboyer, Loving Hands) 

Quando pensamos nos 5 sentidos - visão, audição, tato, paladar e olfato - geralmente esquecemos o sexto sentido. Não é intuição, mas a sensação de movimento no espaço.

Movimento rítmico ou balanço é uma forma poderosa de acalmar bebês (e adultos). Isso porque o balanço imita o movimento que o bebê sentia no útero materno e ativa as sensações de "movimento" dentro dos ouvidos, que por sua vez ativam o reflexo de acalmar. 

Como balançar ?

1. Carregando o bebê num "sling" ou canguru;

2. Dançando (movimentos de cima para baixo);

3. Colocando o bebê num balanço;

4. Dando tapinhas rítmicos no bumbum ou nas costas;

5. Colocando o bebê na rede;

6. Balançando numa cadeira de balanço;

7. Passeando de carro;

8. Colocando o bebê em cadeirinhas vibratórias (próprias para isso);

9. Sentando com o bebê numa bola inflável de ginástica e balançando de cima para baixo com ele no colo;

10. Caminhando bem rapidamente com o bebê no colo.

Quando balançar o bebê, seus movimentos devem rápidos mas curtos. A cabeça do bebê não fica sacudindo freneticamente. A cabeça move no máximo 2-5 cm de um lado para o outro. A cabeça está sempre alinhada com o corpo e não há perigo de o corpo mover-se numa direção e cabeça abruptamente ir na direção oposta. 

5. Sucção

No útero, o bebê está apertadinho, com as mãos sempre próximas ao rosto, sugando os dedos com freqüência. Quando nasce, não mais consegue levar as mãos à boca. A sucção não-nutritiva é outra forma de acalmar o bebê. A amamentação em livre demanda não é recomendada somente para garantir a nutrição do bebê e a produção de leite da mãe, mas também para suprir a necessidade de sucção não-nutritiva. Alguns especialistas orientam às mães a darem chupetas para isso, mas ainda que a chupeta seja oferecida ao bebê, não deve ser introduzida nas 6 primeiras semanas de vida, quando a amamentação ainda está sendo estabelecida. Há sempre o risco de haver confusão de bicos e o bebê sugar o seio incorretamente. 

É importante lembrar que o bebê nunca chora à toa. O choro nos primeiros meses de vida é a única forma de comunicar que algo está errado. Ainda que ele esteja limpo e bem alimentado, muitas vezes chora por necessidade de aconchego e calor humano. Por isso, falar que bebê novinho (recém nascido até 3 meses ou mais) faz manha (no sentido de chorar para manipular "negativamente" os pais) não tem sentido, bebês novinhos simplesmente não tem maturidade neurológica para tanto. 

Bibliografia:

The Happiest Baby on the Block, Dr. Harvey Karp, Bantam Dell, 2002. New York.

Our Babies, Ourselves: How Biology and Culture Shape the Way We Parent, Meredith F. Small, Anchor Books, 1998. New York. 

Texto organizado por Flavia O. Mandic


Blog Entry50. Comer bem para dormir bemNov 5, '08 2:10 PM
for everyone
Pessoal,

Temos vistos muitos casos de crianças que dormem mal e, ao analisarmos sua rotina e alimentação percebemos que uma das principais razões para o sono interrompido é uma dieta rica em açúcares,  farinhas refinadas e produtos industrializados em geral.

Para debater esse tema compilei e editei textos de sites do pediatra Dr. Sears e da especialista em sono Patti Teel e autora do livro " The Floppy Sleep Game Book" .

E acrescentamos algumas observações (minhas e da Daniela, moderadora).  


 Nossa alimentação é crucial para o sono  

O que você come e quando come interfere no sono. Crianças são mais saudáveis e dormem melhor se tiverem uma dieta equilibrada, contendo uma variedade de alimentos de todos os grupos da pirâmide alimentar.


Uma das chaves para uma boa noite de sono é se alimentar de modo que seu cérebro seja ‘tranquilizado’ e não ‘agitado’ antes de dormir. Alguns alimentos contribuem para um sono restaurador, outros para que fiquemos acordados.


Alimentos que contêm triptofano contribuem para o sono, pois triptofano é o aminoácido precursor que o corpo usa para produzir serotonina e melatonina, substâncias indutoras de sono.

Latícinios (coalhada, queijo, leite), produtos de soja (leite de soja, tofu, feijão de soja), frutos do mar, carnes, frango, grãos integrais, feijão, arroz, hummus (pasta de grão de bico), lentilhas, amendoim e outras nozes, ovos, semente de gergelim e girassol.

Comer carboidratos complexos com triptofano faz com que essa substância esteja mais disponível ao cérebro, pois os carboidratos estimulam a liberação de insulina, que ajuda a limpar da corrente sanguínea amino ácidos que competem com o triptofano.


Por outro lado, refeições ricas em proteínas produzem o efeito contrário, já que as proteínas também contém o amino ácido tirosina que estimula o cérebro ao invés de ajuda-lo a relaxar.  


  Os melhores jantares

Evite jantar muito perto da hora de dormir, pois a refeição aumenta o metabolismo e energiza algumas crianças.

Os melhores jantares para o sono são ricos em carboidratos e médios ou baixos em proteínas, como: macarrão com queijo parmesão, ovos com queijo, tofu, hummus (pasta de semente de gergelim) com pão integral, frutos do mar, queijo coalhada, frango com legumes, sanduiche de atum, feijões (não apimentados), sementes de gergelim (ricos em triptofano) em saladas com pedaços de atum com crackers de trigo integral.


Comidas muito ricas em proteínas deixam as crianças alertas e energéticas, particularmente se não forem acompanhadas de carboidratos ou gorduras. Então evite oferecer ao seu filho alimentos desse tipo 2 horas antes de dormir (tempo médio para digerir): carne vermelha, bacon ou porco, linguiça, presunto.  


Refeições mais leves provavelmente conduzem melhor sono, ao contrário de refeições gordurosas e fartas, que prolongam o trabalho do sistema digestivo e produz gases que podem te deixar acordado. Algumas pessoas observam que alimentos apimentados e temperados interferem no sono e podem produzir azia.


Os melhores lanchinhos antes de dormir

Se teu filho come um lanchinho antes de dormir, prefira que seja pelo menos meia hora antes de ir para cama.

Os melhores lanchinhos antes de dormir são ricos em carboidratos complexos e cálcio e médio ou baixo em proteínas. O cálcio ajuda o cérebro a usar o triptofano e fazer melatonina. Isso explica porque laticínios, que contêm ambos triptofano e cálcio, são os alimentos mais indutores de sono.


 Ao combinar alimentos ricos em triptofano com carboidratos complexos (como cereais ou pão de grãos integrais) você ajuda o cérebro a absorver o triptofano.

Os melhores lanchinhos antes de dormir seriam: um leitinho (o Leite materno tem propriedades indutoras de sono para ambos mãe e bebê!), leite de vaca (evite claro se teu filho for alérgico e não adicione chocolate!),  iogurte, coalhada, abacaxi, bananas, abacate, ameixas, peru, semente de gergelim, de girassol, cajus, amendoins (cuidado com pedaços para crianças pequenas, não ofereça nozes antes de 1 ano pelo menos), cereal de grãos integrais com leite, sanduíche de manteiga de amendoim ou hummus (pasta de sementes de gergelim), torta de maçã, sorvete, tofu, biscoitos de aveia e uvas passa com um copo de leite.  

Observações importantes sobre o leite de vaca: O leite de vaca pode até ser indutor de sono, porém cabe frisar que muitos bebês de menos de um ano têm dificuldade de processá-lo, mesmo as fórmulas especiais para essa idade.
Frequentemente podem causar gases.

Leites integrais não são recomendados pelas Sociedades de Pediatria internacionais para bebês menores de um ano.

Vejam esse tópico com explicações das diferenças entre fórmulas e leite integral, pela nutricionista Catia Medeiros: 

Além disso, um dos efeitos da alergia a leite de vaca é o sono ruim.

Então, nossas recomendações sobre o leite, ou qualquer alimento, é que a mãe observe bem as reações do bebê após o consumo.


Importante reforçar que as pessoas reagem de forma bem diferente a cada alimento.  Algumas podem tomar café antes de dormir e ter insônia a noite toda, enquanto outras tomam um cafezinho de antes de dormir numa boa.

Pode ser que algum alimento da dieta do seu bebê, ou da sua dieta, esteja atrapalhando o sono e a melhor forma de descobrir isso é observando muito bem os efeitos dos diferentes alimentos no humor e na saúde do seu filho. 

 Dificilmente algum pediatra vai te dizer isso, porque a especialidade deles é doenças e remédios. Mas a alimentação faz muita diferença na saúde e no sono do seu bebê.

Alguns alimentos podem criar problemas de sono por causar indigestão e gases, e agravar o refluxo se a criança já tiver. Outros tem efeito estimulativo no sistema nervoso.

Então evite antes de sonecas e no lanchinho da noite: bebidas cafeinadas, chocolate, hortelã, comidas muito gordurosas e apimentadas, suco de laranja ou outros cítricos, margarina e manteiga, alimentos com aditivos e preservativos artificiais, monosódio de glutamato (encontrado em comidas asiáticas, como shoio), bebidas carbonadas (como refrigerantes),  carboidratos simples (arroz branco, batatas, pão branco) e açúcares refinados. 

O que fazem os açúcares e carboidratos refinados

Os principais bloqueadores de sono são cafeína, álcool e açúcar. Esses precisam ser regulados durante o dia e restringidos nas horas que antecedem o sono.

Algumas crianças são altamente sensíveis a açúcares em sua dieta. Para elas, o consumo de açúcar pode agravar muitos problemas como hiperatividade, nervosismo, irritabilidade, e pouca concentração, todos fatores que podem levar a problemas no sono.            

 Comidas ‘Fast foods’ são geralmente concentradas em gorduras e contém sabores e cores artificiais que são estimulantes e difíceis de digerir.

Alimentos que são classificados como 'baixo teor de gordura' geralmente contém açúcar adicional que afeta o sono.


A montanha russa dos açúcares e carboidratos refinados

Uma refeição de carboidratos somente, especialmente ricos em açúcares e gorduras refinadas, vai interferir no sono da seguinte forma: primeiramente se perderão todos efeitos indutores de sono do triptofano e segundo começará a ‘montanha russa’ de açúcar no sangue: o nível de açúcar cai drasticamente no sangue e isso é seguido de liberação de hormonios do estresse que te manterão acordado.

Em outras palavras, esses produtos refinados e açucarados fazem com que o organismo dê respostas afoitas face a uma subida rápida do nível de glicose. Com o objetivo de reduzir os níveis de açúcar na corrente sanguínea, o pâncreas faz uma descarga de insulina no sangue, e sucessivas operações deste género  provocam uma montanha russa metabólica que, além de interferir negativamente no sono, podem favorecer a obesidade e a diabetes. Se os níveis de açúcar baixam muito, o cérebro interpretará a informação que recebe como um pedido de socorro.
Vem então a sensação de fome, dando assim origem a um novo ciclo. Só é possível intervir nestes altos e baixos hormonais se tivermos uma resposta insulínica moderada. E, para isso, precisamos comer menos, mais vezes e melhor, para evitar chegar ao estágio da fome descomedida no qual só nos apetece comer um chocolate ou batatas fritas.

Leia mais aqui sobre o efeito ‘montanha russa’ dos açúcares e carboidratos refinados, com ilustrações.

E a cafeína?

Dos alimentos que te deixam acordados, os que contem cafeina estão no topo da lista, por serem estimulantes. Somente 15 minutos após uma xícara de café o nivel de adrenalina no corpo sobe, o que causa um aumento na pressão arterial, respiração e produção de ácidos estomacais.
Basicamente, os efeitos da cafeína revertem o que você deseja se quer dormir.

Café, refrigerantes e chás são as bebidas campeãs em cafeína. 180 ml de café coado contém 105 mg de caféina, 180 ml de café instantâneo contém 55mg,  de refrigerante Mountain Dew tem 55mg, 360 ml  de Coca-cola tem 35-45 mg e 180 ml  de Chá tem 35 mg de cafeína.

 Vale a pena notar que refrigerantes são então fonte rica de ambos cafeína e açúcar e não devem ser consumidos a tarde e à noite para não interferirem no sono.

A cafeína também promove que hormônios liberem açúcares do fígado, o que leva a desejos de açucar para o repor os estoques. Cafeína eleva a montanha russa de balanço de açucar no sangue, produzindo uma elevação no humor e energia logo pela manhã, seguido de cansaço pela tarde.

Em outras palavras, os efeitos de caféína no corpo são como a lei da gravidade: tudo que sobe tem que descer. Então o após o sentimento de alta energia pela manhã vem o cansaço e desânimo pela tarde. 

Alguns medicamentos para resfriados e dores de cabeça que podem ser comprados sem receita médica tem alta concentração de cafeína, leia o rótulo ou pergunte ao farmacêutico.  

Idéias para implementar uma dieta que contribue para um sono melhor:

Armazene comidas saudáveis em sua casa e não entre no hábito de comprar ‘junk food’. Assim, quando teu filho estiver com fome você pode oferecer somente o que é saudável e nutritivo.

Nunca use doces como recompense ou consolo para uma criança.

Ofereça bastante água durante o dia, pois até uma desidratação leve pode trazer sentimentos de ansiedade e contribuir para problemas de sono.

Coma mais carboidratos complexos do que processados (incluindo frutas e legumes crus).

Grãos integrais devem ser parte diária da alimentação da família.

 Se certifique que seu filho ingira cálcio suficiente, que aumenta a síntese de serotonina.

Baixos níveis de calcio podem causar irritabilidade e nervosismo. Fontes de cálcio são leite, iogurte, queijo, brócoli, sementes de girassol, espinafre.

Prefira orgânicos sempre que possível.

Muitos aditivos alimentares também são prejudiciais ao sono. Veja noticia sobre aditivos alimentares e hiperatividade

  Coma alimentos ricos em vitaminas  B: grãos integrais, legumes, fígado, nozes e sementes, cogumelos, peixes de fundo de mar, ovos, carne e verduras escuras.

Coma alimentos ricos em magnésio: nozes, grãos integrais, semente de girassol, abacate e uva passa.

Sempre que possível preparare as refeições da matéria prima, assim você saberá exatamente o que elas contêm.

Uma idéia bonitinha: crianças se interessam muito mais em comer as refeições se ajudarem a prepará-las!

Então invista num livro de receitas para crianças e se divirtam preparando comidas juntos!

Sobre volumes:

Antes de dar qualquer coisa para o seu bebê, pense em como o volume dele é comparado com o de uma mamadeira. Não sei quantas "mamadeiras" caberiam num bebê, mas não é muito.
O volume de um bebê é muito pequeno.   Então um danoninho, ou uma colher de nescau, ou um biscoito recheado significam muito açucar para o tamanhinho deles.  

Vejam também:   Razões para evitar uso de açúcares no primeiro ano de vida: uma visão relacionada a amamentação

O texto do tópico acima discorre da não-necessidade de açúcares na dieta do bebê, principalmente no primeiro ano de vida. Além do risco aumentado de cáries, o consumo de açúcares refinados poderá ocasionar episódios de cólicas com excesso de gases, diarréias e diminuição no consumo do leite materno que forneceria os nutrientes necessário, além de poderem causar irritação e nervosismo na criança e alteração de seu paladar.


Estresse na infância
Choro excessivo no bebê e cortisol

Por Linda F. Palmer, D.C.

O que causa estresse na infância? Pesquisas laboratoriais e psicológicas em bebês animais e humanos mostram que dor, reações de sensibilidade a leites artificiais ou alimentos que passam pelo leite materno, abuso físico e negligência extrema e outros causam estresse. Separação a curto prazo da mãe ocasiona níveis elevados de cortisol em bebês, indicando estresse.1,2 Na verdade, após um dia inteiro de separação, bebês ratos já mostram alteração da organização química de receptores cerebrais.3 Um estudo similar em ratos revelou que uma dia de separação da mãe duplicou o número de mortes celulares no cérebro.4
Estudos em animais demonstraram que isolamento da mãe, pouco estímulo tático e recusa ou demora em amamentar quando o bebê o pede pode ter consequências bioquímicas permanentes no cérebro. A correlação dessas pesquisas com pesquisas comportamentais em humanos sugere quais eventos que levam ao estresse crônico com consequencias permanentes:
• Permitindo que o bebê chore sem consolo, atenção ou afeição dos pais ("cry it out")
• Não amamentando quando o bebê está com fome
• Não oferecendo conforto quando o bebê está perturbado, eestresseado, angustiado
• Limitando contato corporal durante mamadas, durante o dia, e durante situações eestresseantes à noite
• Baixos níveis de atenção, estimulação, conversação e brincadeiras
Quando os fatos acima ocorrem regularmente, pode-se ter liberação precoce crônica de altos níveis de estresse, bem como baixa expressão de hormônios favoráveis.
Todas as práticas que tem sido promovidas durante o século passado na forma de amamentação com horários rígidos, “não estrague essa criança”, desmames precoces por uso de mamadeira no início de vida do bebê, e separação física do bebê durante o dia e noite.



Enquanto é evidente que a constituição genética e experiências de vida influenciam o comportamento, tem sido demonstrado que experiências na primeira infância tem os efeitos mais fortes e persistentes na regulação de hormônios, respostas ao estresse e comportamento no adulto.5 Pesquisas mostram que altos níveis de contato físico precoce e resposta maternal constante ao bebê pode até diminuir a predisposição genética para reações extremas ao estresse.6
A pesquisadora de Biologia e Psicologia Megan Gunnar e colaboradores fizeram estudos em bebês que confirmaram os resultados dos estudos em animais. Em seu trabalho, bebês de 4 meses que receberam cuidado consistente responsivo produziram menos cortisol. Também, bebês de 18 meses classificados como tendo apego inseguro (que tinham recebido menor nível de responsividade dos cuidadores) revelaram altos níveis de hormônios de estresse.7 Essas mesmas crianças continuaram a mostrar níveis elevados de cortisol com 2 anos e pareciam mais medrosas e tímidas. Novamente, essas crianças são as que foram classificadas como tendo baixos níveis de responsividade dos cuidadores.8 Outras investigações confirmaram esses achados.9 Dr. Gunnar reporta que o níves de estresse experimentado na primeira infância molda permanentemente as respostas ao estresse responses no cérebro, que então afetam memória, atenção e emoção.10

Cortisol e Estresse
O eixo HPA (hipotálamo-pituitária-adrenocortical), a ponte entre orgãos específicos do cérebro e glandulas adrenais, é o regulador chefe de reações de estresse. Enquanto vários hormônios desencadeam reações de estresse diretamente, frequentemente em conjunção com outros e com alguns desempenhando mais de um papel, cortisol é provavelmente o mais típico dos hormônios de estresse, o mais estudado. Durante estresse, hormônios são liberados sob controle do eixo HPA para ajudar o corpo a suporta-lo. Cortisol pode elevar a pressão arterial e cardiaca, o açúcar no sangue, e interromper funções digestivas e renais.


Respostas a noradrenalina e cortisol são conectadas. Ambos são liberados em reação a excitação, exercícios e estresse, ambos causam aumento do pulso cardiaco, açúcar no sangue e atividade cerebral. Discute-se como aumentos de noradrenalina durante carinho e brincadeiras podem promover aprendizado em bebês (você talvez se lembre como de vez em quando aprendeu melhor sob estresse e excitação do último minuto de estudo), como também apego (desde que apego também acontece em crianças e adultos quando estão compartilhando atividades excitantes). Entretanto, exposição crônica a estresse "negativo" causa eleveções crônicas de cortisol, ao invés de aumentos que teriam efeitos positivos.

O aumento crônico de cortisol em bebês e ajustes hormonais e funcionais que ocorrem ao mesmo tempo foram associados com mudanças cerebrais permanentes que levam a respostas elevadas ao estresse durante a vida toda, como pressão arterial e cardíaca alta.11 Essa resposta de aumento começa bem cedo na vida. Até bebês que são regularlmente exposto a estresse já demonstram maiores níveis de liberação de cortisol e elevações mais constantes de cortisol em resposta a situações estressantes.12

Elevações ocasionais de cortisol durante o dia podem ser benéficas, mas um nível alto continuo de hormônio de estresse na infância que vem de um ambiente estresseante são associados com efeitos negativos permanentes no desenvolvimento cerebral.

Algumas teorias evolucionárias vão alem e sugerem que respostas elevadas ao estresse aparententemente levam a comportamentos agressivos e puberdade precoce, que serviriam para um propósito de ajuda a sobrevivência do indivíduo durante tempos duros como guerras.

Estudos mostram que bebês que recebem contato físico frequente tem menores níveis de cortisol,13 enquanto estudos psicológicos de apego revelam maiores níveis em crianças inseguras, desapegadas.14,15 Mulheres que amamentam também produzem menos hormônio do estresse do que mulheres que alimentam seus filhos com mamadeira.16


Resultados do Estresse no bebê
Se não tiver contato regular com o cuidador, o bebê não somente sofre de elevados níveis de hormônios do estresse, mas também recebe menos benefícios de ocitocina e outras influências bioquímicas positivas. O ambiente bioquímico imposto no cérebro de um bebê durante os estágios críticos de desenvolvimento afetam a anatomia e funcionamento do cérebro permanentemente.17 Um ambiente bioquímico ‘pobre’ resulta em habilidades emocionais, comportamentais e intelectuais menos desejáveis para o resto da vida da criança.

Como descrito, um cérebro desenvolvido num ambiente estressante reage exageradamente aos eventos e não controla bem os hormônios do estresse durante a vida, tendo níveis de cortisol e outros hormônios de estresse regularmente elevados. Quando adultos poderão demonstrar comportamento associados com alto risco de infarte e diabetes. Um estudo psiquiatrico mostrou que algumas consequências de má saúde em adultos que receberam maternagem restritiva durante infância– alta pressão arterial e altos níveis de cortisol – lembram bem os de adultos que perderam um pai ou mãe, ou filho.18 Os efeitos, entretanto, vão muito além da pressão arterial e habilidade de lidar com estresse.

O hipocampo, uma estrutura importante para o aprendizado e memória, é o local no cérebro onde desenvolvimento é afetado por estresse e níveis de hormônios do apego.
O nível de hormônios de estresse circulando num bebê afeta o número e tipos de receptors no hipocampo.19 Foi demonstrado que neurônios no hipocampo são destruídos como resultado de estresse crônico e níveis elevados de hormônio do estresse, produzindo déficits intelectuais como consequencia.20 Déficits de memória e aprendizado espacial foram demonstrados em ratos que sofreram de estresse prolongado na infância.21 Do mesmo modo, crianças com os menores níveis de habilidades mentais e motoras foram as que tiveram maiores níveis de cortisol no sangue.22


Desenvolvimento prematuro de puberdade também foi associado com maiores níveis de cortisol e outros indicadores de estresse.23 Esse estudo também mostrou que essas crianças tem mais depressão, mais problemas de comportamento, e menores indices de inteligência. Novamente, os estudos laboratoriais confirmam completamente os estudos de psicologia do apego. Além disso, puberdade precoce aumento o risco de desenvolver câncer.

Em indivíduos que sofrem de desordem de ansiedade, anorexia nervosa e depressão, a produção de cortisol é consistentemente muito alta.24 Secreção demasiada de hormônios do estresse também foram recentemente implicados em obesidade, doença de Alzheimer,25 e sintomas de velhice acelerada. 26 Estudos em animais demontraram sistema imune dos bebês funcionando pior em bebês sujeitos ao estresse de separação prolongada da mãe,27,28 o que coincide com aumento na incidência de doenças mostrados em crianças com menos apego.


Começos
Muita coisa já foi escrita sobre os primeiros momentos após o nascimento do bebê.

O bebê (se não está totalmente intoxicado por drogas usadas no trabalho de parto), recebeu hormônios durante o processo de parto e está super alerto por um curto período de tempo. Durantes esse tempo o ‘imprinting’ inicial acontece. Já familiar com as vozes dos pais, o bebê, que pode distinguir rostos de outros objetos e partes do corpo, olha bastante intensamente para os olhos dos pais, como se registrasse essas imagens para a vida. Ele reconhece o cheiro do liquido amniótico, que é principalmente o seu próprio, mas também de sua mãe. Essa programação importante no início de vida também guia sua boca a procurer e achar método físico de nutrição maternal, então ele é imediatamente atraído para o odor específico dos vasos de amamentação que agora substituem o cordão umbilical.

O recem nascido, que mal consegue manter sua temperatura corporal, encontra conforto e regulação da temperatura ideal em contato com o corpo morno de sua mãe. Conhecendo somente o ambiente seguro do útero de sua mãe, ele se sente confortável contra o corpo morno ou nos braços, e ele chorará alto, desconfortável e ansioso, se deixado em superfície lisa ou fria.

Com essa primeira experimentação de colostro com nutrição concentrada e rico em agentes de imunidade, e ouvindo sons familiares do corpo da mãe (coração batendo e outros), logo cairá no sono- até suas batidas do coração e respiração são regulados pelos ritmos dos de sua mãe. Quando dorme, sua respiração e primeiras mamadas ajudam a estabelecer um flora intestinal saudável, providenciando defesa contra micróbios ao redor.


Embora nem todo bebê tenha iniciado a vida dessa maneira, essa é a primeira chance para apego e a primeira escolha feita que tem a ver com sua saúde. Há uma longa vida a frente para pais e o bebê, e há muitas direções que podem ser tomadas. Enquanto a criança nasce com potencial específico, pela natureza, o estilo de maternagem que recebe (a criação), irá influenciar bastante a possibilidade dessas habilidades naturais virem a serem desenvolvidas, muito para benefício ou perda da criança, família e sociedade.

Apego é importante
Pesquisas sobre os fatores bioquímicos influenciados por métodos de cuidados bebês demonstram que ao cuidar dos filhos respondendo sempre às suas necessidades emocionais o corpo produz substâncias que ajudam a gerar pais amorosos, efetivos e duráveis para o bebê, e bebês que são fortemente apegados aos pais. Conforme o tempo essas ligações amadurecem em amor e respeito.

Sem dúvida esses químicos organizam permanentemente o cérebro do bebê para comportamentos positivos e desenvolvimento de apegos fortes e duradouros. Entretanto, a maior lição desses estudos é que, enquanto a natureza tem um plano muito bom, a falha ao segui-lo pode guiar em resultados indesejáveis. Em outras palavras, quando os pais instintivamente curtem uma proximidade com seus bebês, amamentando-os em livre demanda, respondendo rapidamente seu choro, seus desejos e necessidades (que são os mesmos num bebê), a natureza se designa a desenvolver adutlos sensíveis e responsáveis.

Não dar atenção ao bebê faz com que mensageiros químicos vitais diminuem rapidamente, e como resultado ligações fracas são formadas e a maternagem se torna mais árdua. Ao mesmo tempo, o bebê manifesta os efeitos do estresse. Ainda mais, reações de estresse e outros comportamentos na criança e adulto que se tornará são permanentemente alterados de maneiras infelizes. Aspectos do intelecto e saúde podem sofrer também.


O sistema hormonal humano inato que recompensa por contato social e físico consistente, próximo e amoroso entre pai e bebê, e as consequências incríveis desse contato íntimo, aliado as pesquisas psicológicas sobre apego, nos dão evidências fortíssimas de que o plano intencionado pela natureza de cuidados com o bebê são de contato contínuo e íntimo.

Uma vez ouvi um pediatra criticar uma mãe sobre o jeito que seu filho pequeno se abraçou nela e pediu-lhe que ficasse em seu colo quando tirava sangue dele: ”Tudo começa no primeiro dia quando você o pega no colo quando ele chora.", disse ele.

Minha única resposta a isso é, "Sim, começa."


Notas de rodapé:
1. M.L. Laudenslager et al., "Total cortisol, free cortisol, and growth hormone associated with brief social separation experiences in young macaques," Dev Psychobiol 28, no. 4 (May 1995): 199–211.
2. P. Rosenfeld et al., "Maternal regulation of the adrenocortical response in preweanling rats," Physiol Behav 50, no. 4 (Oct 1991): 661–71.
3. H.J. van Oers et al., "Maternal deprivation effect on the bebê’s neural estresse markers is reversed by tactile stimulation and feeding but not by suppressing corticosterone," J Neurosci 18, no. 23 (Dec 1, 1998): 10171–9.
4. M.A. Smith of Dupont Merck Research Labs as reported by JohnTravis of Science News 152 (Nov 8, 1997): 298.
5. E.R. de Kloet et al., "Brain–corticosteroid hormone dialogue: slow and persistent," Cell Mol Neurobiol (Netherlands) 16, no. 3 (Jun 1996): 345–56.
6. H. Anisman et al., "Do early-life events permanently alter behavioral and hormonal responses to estresseors?" Int J Dev Neurosci 16, no. 3–4 (Jun–Jul 1998): 149–64.
7. M. Nachmias et al., "Behavioral inhibition and estresse reactivity: the moderating role of attachment security," Child Dev 67, no. 2 (Apr 1996): 508–22.
8. M.R. Gunnar et al., "Estresse reactivity and attachment security," Dev Psychobiol 29, no. 3 (Apr 1996): 191–204.
9. G. Spangler and K.E. Grossmann, "Biobehavioral organization in securely and insecurely attached bebês," Child Dev 64, no. 5 (Oct 1993): 1439–50.
10. M.R. Gunnar, "Quality of care and buffering of neuroendocrine estresse reactions: potential effects on the developing human brain," Prev Med 27, no. 2 (Mar–Apr 1998): 208–11.
11. M.S. Oitzl et al., "Continuous blockade of brain glucocorticoid receptors facilitates spatial learning and memory in rats," Eur J Neurosci (Netherlands) 10, no. 12 (Dec 1998): 3759–66.
12. E.E. Gilles et al., "Abnormal corticosterone regulation in an immature rat model of continuous chronic estresse," Pediatr Neurol 15, no. 2 (Sep 1996): 114–9

13. D. Liu et al., "Maternal care, hippocampal glucocorticoid receptors, and hypothalamic–pituitary–adrenal responses to estresse," Science (Canada) 277, no. 5332 (Sep 1997): 1659–62.
14. K. Lyons-Ruth, "Attachment relationships among children with aggressive behavior problems: the role of disorganized early attachment patterns," J Consult Clin Psychol 64, no. 1 (Feb 1996): 64–73.
15. L. Hertsgaard et al., "Adrenocortical responses to the strange situation in bebês with disorganized/disoriented attachment relationships," Child Dev 66, no. 4 (Aug 1995): 1100–6.
16. M. Altemus et al., "Suppression of hypothalamic–pituitary–adrenal axis responses to estresse in lactating women," J Clin Endocrinol Metab 80, no. 10 (Oct 1995): 2965–9.
17. C. Caldji et al., "Maternal care during infancy regulates the development of neural systems mediating the expression of fearfulness in the rat," Proc Natl Acad Sci (Canada) 95, no. 9 (Apr 1998): 5335–40.
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20. J. Raber, "Detrimental effects of chronic hypothalamic–pituitary–adrenal axis activation. From obesity to memory deficits," Mol Neurobiol 18, no. 1 (Aug 1998): 1–22.
21. H.J. Krugers et al., "Exposure to chronic psychosocial estresse and corticosterone in the rat: effects on spatial discrimination learning and hippocampal protein kinase Cgamma immunoreactivity," Hippocampus (Netherlands) 7, no. 4 (1997): 427–36.
22. M. Carlson and F. Earls, "Psychological and neuroendocrinological sequelae of early social deprivation in institutionalized children in Romania," Ann N Y Acad Sci 807 (Jan 15, 1997): 419–28.

24. E. Redei et al., "Corticotropin release-inhibiting factor is preprothyrotropin-releasing hormone-(178-199)," Endocrinology 136, no. 8 (Aug 1995): 3557–63.
25. J. Raber, "Detrimental effects of chronic hypothalamic–pituitary–adrenal axis activation. From obesity to memory deficits," Mol Neurobiol 18, no. 1 (Aug 1998): 1–22.
26. M. Deuschle et al., "Effects of major depression, aging and gender upon calculated diurnal free plasma cortisol concentrations: a reevaluation study," (Germany) Estresse 2, no. 4 (Jan 1999): 281–87.
27. C.L. Coe and C.M. Erickson, "Estresse decreases lymphocyte cytolytic activity in the young monkey even after blockade of steroid and opiate hormone receptors," Dev Psychobiol 30, no. 1 (Jan 1997): 1–10.
28. G.R. Lubach et al., "Effects of early rearing environment on immune responses of bebê rhesus monkeys," Brain Behav Immun 9, no. 1 (Mar 1995): 31–46.



Ta ai gente, texto um pouco longo, mas com varias mensagens importantes para nossa comunidade, à luz da ciência. Espero que gostem!
Comentem


Tradução de Andréia Mortensen










Trecho extraído do segundo capítulo do Livro Soluções para Noites em Choro.

Os bebês não nascem com o ritmo circadiano (biológico) do adulto. Os ciclos de dormir e despertar do recém-nascido espalham-se pelo dia e pela noite, gradualmente estabelecendo um padrão definido de sono diurno e noturno.

O relógio biológico do bebê começa a amadurecer por volta de seis a nove semanas de vida e não funciona regularmente até os quatro ou cinco meses. À medida que o ciclo biológico amadurece, o bebê atinge um ponto onde passa a maior parte do dia acordado e a maior parte da noite dormindo. Por volta de nove a dez meses, os períodos de sono do bebê consolidam-se de tal forma que ele acorda e dorme no mesmo horário todos os dias, e os períodos de sono são mais longos.

Visto que o relógio biológico é o regulador primário dos padrões diários de dormir e despertar, é fácil entender porque o bebê não dorme a noite toda – e por que esse padrão causas tantos problemas aos pais novatos!

Os bebês passam pelos mesmos ciclos de sono que os adultos, mas os deles são mais curtos e mais numerosos. Além disso, passam muito mais tempo no sono leve do que os adultos, e têm muitos mais estágios intermediários de breve despertar. Há duas razões para bebê dormir assim.

A primeira está ligada ao desenvolvimento. O padrão de sono do bebê facilita o desenvolvimento cerebral e físico. Os bebês crescem em ritmo astronômico durante os dois primeiros anos de vida e seus padrões de sono refletem necessidades biológicas que diferem amplamente daquelas sentidas pelos adultos.

A segunda razão é a sobrevivência. Eles passam a maior parte do tempo no estágio de sono leve. Isso provavelmente ocorre para que possam despertar facilmente em situações ameaçadoras ou desconfortáveis: fome, fralda molhada, desconforto ou dor. Na verdade, o famoso pediatra Dr. William Sears, em The Baby Book, diz: “Incentivar o bebê a dormir profundamente logo no início pode não ser muito interessante para sua sobrevivência ou desenvolvimento".

Todos os estágios do sono são importantes para o crescimento e desenvolvimento infantil. À medida que o bebê amadurece, o mesmo ocorre com o ciclo dr sono; atingir a maturidade do sono é um processo biológico.

O Ciclo de Sono do Bebê

Entender que o sono dos bebê, natural e necessariamente, segue determinado ciclo e fundamental para compreender seus problemas para adormecer e permanecer dormindo. Seu ciclo de sono noturno é mais ou menos assim:

Sonolento, adormece
Sono leve
Sono profundo durante cerca de 1 hora
Breve despertar
Sono profundo por cerca de 1 ou 2 horas
Sono leve
Breve despertar
Movimentos oculares rápidos (MOR, ou REM, em inglês, relacionados aos sonhos)
Breve despertar
Sono leve
Breve despertar
Sono REM (período relacionado aos sonhos)
Breve despertar
Quase de manhã: outro período de sono profundo
Breve despertar
Sono REM
Breve despertar
Sono leve
Despertar para a rotina diurna

O provável culpado dos seus problemas com o sono? Aquele Breve Despertar!

Agora você sabe que o breve despertar (despertar noturno) faz parte do sono humano normal, qualquer que seja a idade. Todos os bebês o vivenciam. A diferença com o bebê que requer cuidados noturnos a cada uma ou duas horas é que ele envolve os pais em todos os períodos de breve despertar. Essa conclusão foi o momento de “Eureca” em minha própria pesquisa – e, agora que compreendo os ciclos de sono e sua fisiologia, parece-me extremamente óbvio.

De maneira geral, quando o bebê acorda freqüentemente à noite e começa a chorar, ele não está faminto, sedento, molhado ou sentindo-se solitário. Está apenas cansado, talvez tão desesperado para dormir quantos os pais, mas, ao contrário deles, não sabe como fazê-lo!

Imagine isso. Você adormece em sua cama confortável, macia e aquecida com o travesseiro predileto ou cobertor macio. Quando o primeiro despertar noturno ocorre, você muda de posição, puxa as cobertas e depois adormece novamente sem se lembrar do que aconteceu. E se vc acordasse e estivesse dormindo no chão da cozinha sem cobertores ou travesseiros?

Seria capaz de virar de lado e voltar a dormir? Eu, não! Você provavelmente acorda assustado, e sem saber como chegou ali, entra em pânico, volta à cama, procura sentir-se mas confortável, e por fim, adormece – mas não profundamente porque tem voltar ao chão da cozinha. È assim para o bebê que é amamentado, embalado, ou recebe outro cuidado para dormir. Ele adormece embalado, mamando, com a chupeta na boca, etc. E acorda imaginando: “O que aconteceu? Onde estou ? Onde estão mamãe e papai ? Buáaaa!”

O bebê faz uma associação do sono, onde relaciona certas coisas ao fato de adormecer e acredita necessitar delas sempre. Meu bebê, Cole, passou a maior parte dos primeiros meses em meus braços ou colo, com a cabecinha acompanhando o barulho do teclado do computador. Desde o seu nascimento, ele dormiu ao meu lado, mamando até dormir durante o dia e à noite. Quando percebi, já estava com doze meses, firme e totalmente preso à associação entre amamentar e dormir.

Quase todos os livros sobre bebês e sono explicam essa filosofa de associação de sono. Quando a associação é descrita, não há apresentação de soluções suaves. Recomenda-se o processo de chorar até dormir com a intenção de “rompê-la”. Em minha opinião – com a qual você provavelmente concorda, pois optou por ler esse livro -, é uma forma cruel e insensível de ensinar ao bebê uma nova associação, sobretudo quando ele aprendeu a relacionar o sono a um ritual de amor, como ser amamentado ou embalado nos braços dos pais enquanto saboreia o leite da mamadeira. (E qual é a nova associação? “Chorar sozinho em meu berço no escuro é como adormeço?” Uma alternativa nada agradável.)

O que é um problema de sono?

Durante o primeiro ano devida, o bebê acorda frequentemente a noite. Como acabamos de ensinar, isso não é um problema. É uma fato biológico. O problema está em nossas percepções de como o bebê deve dormir e em nossas próprias necessidades de uma noite de sono ininterrupto. Nós, pais, queremos e precisamos de longos períodos de sono para funcionarmos bem em nossa vida ativa. A idéia então é mudar o comportamento do bebê bem devagar, com cuidado e respeito, para atender melhor às nossas necessidades.


Quer dicas sobre como fazer isso? Leia o livro base da comunidade, e leia os tópicos relacionados.





 No início, a perturbação do padrão de sono normal dos pais pela chegada do bebê pode ser a parte mais difícil de ser um novo pai e mãe.

Isso é ainda mais verdadeiro se você também tiver outro filho de 1 ano e meio-3 anos que ainda acorda à noite, ou se levanta muito cedo pela manhã. Contudo, com o tempo você acaba se acostumando a acordar à noite e meios efetivos de se maximizar o sono podem ser encontrados.

“Como os bebês devem dormir” é atualmente um tema controverso na nossa sociedade e você provavelmente vai encontrar conselhos contraditórios de especialistas, o que pode ser bastante confuso para você e o seu bebê.

Dormir é como nós descansamos. Não precisa se tornar uma “batalha do sono” com o seu bebê, na qual os padrões de sono instintivos dele se conflitam com as suas expectativas ou os conselhos dos especialistas.

Os padrões de sono dos bebês mudam à medida  que eles se desenvolvem. Embora o sono infantil siga um padrão geral, há variações nesse padrão, que dependem do temperamento e fisiologia de cada bebê.

Alguns bebês são naturalmente mais “acordadores” que outros, desde o início. Muitos bebês com padrões de acordadas noturnas normais, mas frequentes, acabam rotulados como tendo um problema de sono ou sendo “difíceis à noite”

Alguns pais têm expectativas não realistas sobre seu bebê e podem lutar por meses, tentando fazer com que seu filho tenha um padrão de sono que não se adequa à sua fisiologia.

É importante não vincular rótulos de “bom” ou “mau” para os padrões naturais de sono do seu bebê e tentar achar uma forma de parentagem que leve esses padrões em consideração e também funcione para você.

Há várias opções  que você pode levar em conta para alcançar uma harmonia noturna. Ambos pais devem se sentir bem com a forma de dormir e abertos a fazerem modificações, se o plano inicial não funcionar.

Passem mais tempo ouvindo um ao outro e dividindo seus sentimentos, dúvidas e pontos de vista no assunto. Se vocês têm idéias diferentes, tentem alcançar um acordo sobre a abordagem que os deixa mais confortáveis, e estejam prontos a continuar conversando e revendo sua decisão juntos, à medida que os padrões e ritmos individuais do bebê emergem e se alteram.

No que se refere ao sono do bebê, há duas abordagens principais. Por um lado, a  abordagem do  “attachment parenting” se propõe a trabalhar em harmonia com os padrões biológicos do bebê, com suas necessidades de desenvolvimento e emocionais, à noite, assim como de dia.

Isso envolve ficar perto do bebê à noite e é chamado cama compartilhada (“co-sleeping”). É baseado em precedentes históricos e evolucionais, em que bebês do mundo todo têm dormido junto com suas mães, dividido seu ambiente físico e calor humano, amamentando espontaneamente durante a noite.

Quando isso funciona bem, miraculosamente o ritmo de sono da mãe se ajusta ao do bebê, tornando as mamadas noturnas muito menos cansativas.

As tendências  atuais  de parentagem são mais centradas no adulto, criadas para treinar bebês a acomodarem seus padrões de sono para se adequarem às demandas da vida adulta.

Nos dias atuais, muitas pessoas têm um estilo de vida pressionado pelo tempo, de movimento rápido e orientado pela carreira, que requer sono ininterrupto à noite. Essas pessoas podem, portanto, ser atraídas por um método de “treinamento de sono” que prometa que seu filho pode ser ensinado a dormir sozinho desde cedo. Pode ser dito que nossa sociedade é obcecada com fazer os bebês “dormirem a noite toda” o mais cedo possível.

Geralmente, isso vai contra a fisiologia do bebê. O treinamento de sono pode ser conveniente para os adultos envolvidos, mas há algumas objeções fortes que você pode querer considerar antes de ir por esse caminho.

Há também em uso soluções de “attachment parenting” para pais ocupados, que podem minimizar o impacto da separação temporária de seu filho.

Uma razão importante porque bebês acordam é para serem alimentados. Bebês são acostumados a se alimentar continuamente o dia todo no útero.

Aprender a comer apenas durante o dia é um processo lento que ocorre quando o bebê está fisiologicamente pronto, assim como aprender a sentar e engatinhar.

O leite materno é digerido rapidamente e os bebês tendem a se alimentar periodicamete durante a noite, assim como durante o dia, por pelo menos alguns meses. O estômago deles é muito pequeno para segurar um suprimento que dure a noite toda.

Para alguns bebês isso pode continuar por um ano ou mais. A prolactina, o hormônio que produz leite, é produzido em maior quantidade durante a noite, quando a mãe está descansando. A mamada noturna estimula a secreção da prolactina. Há um risco para o suprimento de leite da mãe, se a amamentação noturna é eliminada e o nível de prolactina cair.

Bebês alimentados com mamadeira podem aguentar até 4 horas entre mamadas, porque o a fórmula de leite de vaca demora mais para ser digerida que o leite materno, mas ainda assim esses bebês precisam ser alimentados durante a noite quando acordam.

Um bebê alimentado menos do que deveria pode aparentar estar bem, mas seu desenvolvimento não vai ser ótimo. Há também uma pequena percentagem de bebês pequenos que, quando negados a mamada noturna, podem sofrer desidratação e precisar de cuidados especiais em hospital.

Eu recomendo fortemente a cama compartilhada no inicio (“co-sleeping”). Isso quer dizer, em suma, dormir no mesmo quarto que o seu bebê, por um mínimo de seis meses e possivelmente por um ano ou mais.

Isso pode ser feito se dividindo a cama com o bebê, dormindo com ele numa distância em que possa ser tocado, ou colocando-o num berço ou bassinete no seu quarto, ou uma combinação flexível dessas opções.

Quando seu bebê tiver seis meses é uma boa época para rever seu arranjo de sono e ver se você quer introduzir alguma mudança.

O cerne da abordagem da cama compartilhada, essencialmente, não é sobre onde o seu bebê dorme, mas sim [b]aceitar e respeitar [/b] o fato de que seu bebê tem necessidades à noite, assim como ele tem durante o dia. Essa abordagem envolve a disposição e comprometimento para responder ao seu bebê à noite, assim como você faz em qualquer outra hora.

Minha confiança nessa abordagem vem das minhas próprias experiências bem sucedidas de cama compartilhada com meus quatro filhos e as observações que eu tenho feito ao longo dos anos, de como a CC funciona bem em várias outras famílias.

Qualquer que seja o estilo de dormir que você escolha, nenhuma abordagem é infalível e nada funciona para todo mundo. É essencial escolher o que funciona melhor para a sua família, para o seu bebê, não importando  que outras pessoas façam ou recomendem. Seu tempo de sono é intimo, privado e pessoal e realmente não diz repeito a ninguém mais além de você.

Quando decidir sobre seu arranjo de sono, você precisa ser consistente, mas não impor regras tão rígidas que não possam ser flexibilizadas ou revistas se não estiverem funcionando.

Você pode perfeitamente precisar improvisar, se seu bebê está ganhando dentes, está passando por um pico de crescimento, está doente e acordando mais, se você está excepcionalmente cansado, ou se sua agenda regular foi perturbada por uma viagem ou feriado.

Não há “certos” ou um único jeito de fazer qualquer coisa como mãe e pai. O que é um problema para uma família, pode ser a solução para outra. O objetivo é achar os arranjos para a sua família, que respeitem as necessidades do seu bebê, maximizem o sono e criem harmonia à noite.

http://www.activebirthcentre.com/Pages2/bbd18art6.html

 

Texto encontrado por Andréia Mortensen e traduzido por Daniela Westfahl


Blog Entry46. Cama Compartilhada e Morte SúbitaFeb 9, '08 6:29 PM
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Cama Compartilhada e Morte Súbita


"A SIDS (síndrome da morte súbita do bebê, da sigla em inglês Sudden Infant Death Syndrome) é a causa mais comum de morte em bebês nos Estados Unidos e tem sido identificada na maioria das sociedades ao redor do mundo.

Um bebê vai dormir, aparentemente saudável e morre sem aviso. A SIDS não é uma doença em si, mas uma síndrome, o que significa que a etiologia é complexa e a causa de morte pode ser atribuída a um número de origens fisiológicas. Os sinais geralmente apontam para falência respiratória, inabilidade de controlar o ciclo de respiração durante o sono ou talvez a inabilidade de respirar novamente após uma apnéia de sono.

Para o pesquisador de sono McKenna e outros, não é coincidência que a habilidade de controlar a respiração desenvolve-se por volta de 3-4 meses de vida - justamente na mesma idade em que os bebês estão mais vulneráveis à morte súbita.

Também há mais casos de morte súbita durante o inverno, quando os bebês que moram em lugares frios são apertados em cobertores muito pesados ou são sujeitos à hipotermia. Em geral, o sistema cardiovascular entra em colapso e o bebê nunca se recupera.

Morte súbita é dada como a causa de morte quando não há nenhum acidente e nenhuma doença que possa ser relacionado à morte do bebê. Sinais de que alguma coisa estava errada são raros; alguns bebês que falecem por SIDS tinham um pequeno resfriado e outros tinham problemas respiratórios, mas com freqüência pais e pediatras não têm nenhuma indicação de que um bebê é vulnerável.

A morte súbita acontece mais em bebês do sexo masculino e bebês com baixo peso de nascimento (18% dos casos ocorrem em prematuros).

O dado mais importante da SIDS é a idade em que ocorre. Noventa por cento dos casos de morte súbita ocorrem antes de 6 meses de vida, mais comumente entre 3-4 meses.

A distribuição irregular da morte súbita ao redor do mundo é surpreendente. Os Estados Unidos têm a maior taxa, com 2 por cada 1000 nascimentos vivos, quase 1 morte por hora. A Aliança para Síndrome da Morte Súbita aponta que mais crianças morrem nos USA por SIDS num ano do que o total de crianças que morrem de pneumonia, doença cardíaca, abuso, AIDS e todas as outras causas combinadas. É confuso que os USA e Canadá tenham taxas tão elevadas de SIDS, especialmente por serem nações industrializadas, onde a nutrição é decente e o cuidado pré-natal é adequado.

Em contraste, a morte súbita tem índices baixíssimos na Ásia: 0,3 por 1000 no Japão, 0,03 por 1000 em Hong Kong e é virtualmente desconhecida na China (pode ser por problemas em reportar os casos).

Pesquisadores especulam se a baixa taxa de SIDS na Ásia é relacionada a fatores ambientais, como a presença de muitas pessoas em lugares pequenos (atmosfera socialmente estimulada), bem como o fato de que bebês não só dormem com adultos, mas também dormem de barriga para cima.

A possibilidade de que o ambiente e o estilo de criação dos filhos esteja envolvida com os índices de morte súbita é confirmado por estudos de populações de imigrantes da Ásia nos USA. Em estudos comparativos de SIDS entre chineses, japoneses, vietnamitas e filipinos no sul da Califórnia, a taxa de SIDS foi a metade da que aparece na população não-asiática. O mais convincente é que a taxa de SIDS foi mais alta entre os imigrantes que já estavam nos USA por mais tempo e presumivelmente adotaram as práticas norte-americanas de cuidados com o bebê.

Na Inglaterra, onde as culturas imigrantes são diferentes dos USA, imigrantes da Índia, Bangladesh e Paquistão têm as menores taxas de morte súbita e o fato surpreende porque as taxas de SIDS são tão baixas em áreas onde os bebês estão sob risco de subnutrição, doença e baixo peso de nascimento.

Se a incidência de SIDS não diminui com bons cuidados no pré-natal , boa nutrição e higiene, quais seriam os outros riscos ?

O pesquisador McKenna está convencido pelo trabalho em seu próprio laboratório e a informação sobre SIDS ao redor do mundo que o padrão ocidental de colocar os bebês para dormirem sozinhos, na sua própria cama e num quarto separado não é somente estranho, mas vai contra a natureza do bebê.

A idéia de que o ambiente, especificamente o cuidado dos pais pode estar envolvido com a morte súbita é um assunto controverso. Ninguém quer culpar os pais e há alguma razão biológica primária para explicar que alguns bebês não sobrevivem à infância e outros sim, independentemente da forma como eles dormem ou são tratados.

Originalmente os pais eram orientados a colocar o bebê para dormir de bruços, assim ele não sufocaria no próprio vômito. Mas assim que a conexão entre a posição supina (de barriga para cima) e a diminuição das taxas de SIDS começaram a aparecer, a recomendação mudou e os índices de morte súbita passaram a despencar.

Houve, por exemplo, uma diminuição de 90% na taxa de SIDS no Reino Unido de 1981 a 1992, desde a introdução da nova recomendação de colocar bebês para dormirem na posição supina e 50% de redução na Holanda, Austrália e Nova Zelândia.

Não só os movimentos do bebê são afetados na posição de bruços. Os bebês dormem de forma diferente quando estão de barriga para baixo. Eles dormem por mais tempo e passam mais tempo no sono não-REM, acordam menos e cada despertada dura menos. Em outras palavras, eles dormem pesado quando estão de bruços. E provavelmente era por isso que os pediatras recomendavam a posição prona (de bruços) - o objetivo na sociedade ocidental era que os bebês tivessem um sono pesado. Na posição supina eles mexem e remexem e dormem um sono mais leve. O que ninguém sabia até então é que o sono leve é essencialmente muito melhor para um bebê que está aprendendo a dormir.

Mais intrigante, os dados sobre as posição prona/supina podem ajudar a explicar o porquê de culturas não-ocidentais serem menos sujeitas à morte súbita. Por definição, bebês em culturas não-ocidentais dormem com as mães e são amamentados em livre demanda de noite.

Quando os bebês dormem com as mães (estudos do Dr. McKenna em laboratório comprovaram), as mães sempre os colocam de barriga para cima. Esta posição facilita a amamentação e a observação do bebê, que fica mais livre para se mexer.

A amamentação por si só protege contra SIDS, presumivelmente porque alimentação freqüente durante a noite previne hipoglicemia e garante que a mãe estará ali quando o bebê precisar. É claro que as mães não escolhem tal posição porque previne SIDS, mas porque parece natural.

Nos últimos anos, o simples ato de mudar a posição de dormir do bebê de prona para supina diminuiu significativamente o índice de morte súbita."

Embora os dados de laboratório sejam recentes, os fatos estão aí por muito tempo - quase todos os bebês humanos em 1 milhão de anos dormiram em contato com um adulto. E mesmo hoje em dia, na maioria dos lugares do mundo, os bebês passam o primeiro ano de vida dormindo com os pais (ou só com a mãe). Embora muitos pais na cultura ocidental acreditem fortemente em dormir separados dos filhos, dados de outras culturas, assim como uma noção dos riscos potenciais para um bebê que dorme sozinho, pode convencer outros pais a rejeitar suas próprias tradições culturais e tentar algo diferente."

Extraído do livro: Our Babies, Ourselves, de Meredith F. Small

Tradução de Flavia Oliveira Mandic








Blog Entry45. A Natureza do Choro do BebêFeb 9, '08 6:27 PM
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A Natureza do Choro do Bebê


"Embora os recém-nascidos possuam uma gama de sinais vocais, os pais prestam mais atenção ao choro, provavelmente porque eles estão mais ligados aos sinais de desconforto - e porque o som, por si só, seja tão desconcertante.

O choro é claramente o pico mais alto do despertar de um bebê, numa esclaa que vai do sono profundo ao estado de alerta máximo.

O choro, de acordo com o especialista em vocalização infantil Peter Wolff, aparece como parte do comportamento do bebê dentro de meia hora após o nascimento e permanece estruturalmente consistente até entre o segundo e o sexto mês de vida, dependendo do bebê (depois disso, o repertório do choro expande-se). Neste ponto, 3 tipos de choro podem ser distinguidos:
- choro de raiva, quando um grande volume de ar passa pelas cordas vocais;
- choro de dor, quando começa subitamente, sem aumentar de forma gradativa e inclui longos períodos nos quais o bebê segura o fôlego;
- choro de frustração (os pesquisadores obtêm esse choro facilmente ao colocar uma chupeta na boca do bebê e retirá-la repetidamente).

Alguns pais percebem uma mudança no choro do bebê por volta de 3 meses. Muda de choro "expressivo", quando todos os choros parecem o mesmo, independentemente do problema, para um choro "comunicativo", mudando de acordo com a situação.

A mudança faz sentido porque um somatório de mudanças físicas e especialmente neurológicas acontecem no cérebro do bebê por volta dos 3 meses (sugerindo que bebês humanos nascidos a termo nascem na realidade 3 meses prematuros, segundo aspectos biológicos). Ronald Barr explica que o choro começa na vida como uma reflexão do estado do bebê e torna-se, através de aprendizado e reforço, mais uma questão de comunicação entre o bebê e as pessoas que cuidam dele.

Bebês também reclamam, o que é uma expressão arrítmica de infelicidade, um choro forçado que vem em pulsos, cheio de pausas e inalação de ar. Como qualquer pai e mãe sabem, reclamação, embora irritante, não é aquele berro desesperador e exigente.

Em média, um bebê ocidental chora 22 minutos por dia nas primeiras 3 semanas de vida e 34 minutos por dia até o final do segundo mês. O choro gradualmente diminui para 14 minutos por dia por volta de 12 semanas de vida. Esta curva do choro, com choros freqüentes durante as primeiras 8 semanas de vida e diminuição após as próximas semanas e meses é encontrada tanto em bebês ocidentais quanto nos bebês de tribos isoladas na África. Um estudo entre bebês coreanos não encontrou tal padrão.

Universalmente, bebês tendem a chorar mais no final da tarde do que em qualquer outra hora do dia.

No início da vida, os bebês choram por fome, necessidade de contato físico ou por frustração. As mães muitas vezes ouvem o choro de frustração como um "choro falso" porque o bebê não está com fome, nem há nada de errado com ele. Mas o fato é que NÃO EXISTE CHORO FALSO. O bebê está chorando por precisar de algum contato - interação pessoal e social, ou porque está entediado.

Alguns desses choros e vocalizações são claramente precursores da linguagem.

Por volta do segundo mês de vida, choro, reclamações e vocalizações (gritinhos) tornam-se sessões de treinamento vocal. Quando reclamando, principalmente, os bebês inventam sons novos. Logo tais vocalizações rapidamente se diversificam e o bebê começa a conduzir conversas privadas consigo mesmo, ouvindo a própria voz.
Quando os pais falam com o bebê usando voz infantilizada (e estudos mostram que isso é presente em todas as culturas), análises espectrográficas mostram que, embora os bebês não possam imitar os sons por muitos meses, desde os primeiros meses de vida eles tentam responder usando seu limitado repertório vocal. É importante falar com o bebê, parar e dar tempo para que ele possa responder.

Nas nações industrializadas ocidentais, os pais deduzem que o choro do bebê está primeiramente e essencialmente ligado à fome. De fato, algumas mulheres nessas culturas freqüentemente interrompem a amamentação e passam a dar leite artificial ao bebê porque acreditam que o choro excessivo significa que o bebê não está recebendo nutrição suficiente através do seio.

Pesquisadores sabem que o choro no início da vida tem uma amplo espectro de funções. Pode ser controlado por vários métodos e comida não é sempre a solução.

Nos anos 60, numa era em que pais americanos eram instruídos a deixarem seus bebês chorando, Wolff fez uma série de experimentos para descobrir o porquê de esses bebezinhos serem tão infelizes. Ele tentou dar uma chupeta para determinar se gratificação oral, sem nutrição, acalmaria um bebê aos berros. Funcionou. Ele depois testou uma série de bebês com fraldas molhadas. Ele punha fraldas secas em metade deles e molhadas na outra metade. Ambos os grupos eram acalmados e não pareciam ligar se a fralda estava molhada ou não. Wolff concluiu que os bebês simplesmente apreciavam o estímulo e a sensação física de estarem sendo trocados. Ele questionou a idéia de que os bebês choravam de frio. Testou e viu que os bebês colocados em berços frios choravam mais freqüentemente, indicando que o calor pode reduzir o choro.

Por fim, Wolff tentou a resposta clássica dos pais ao choro do bebê. Usou um grupo de bebês chorosos que haviam sido alimentados artificialmente através de sondas no abdome (por razões médicas) e alimentou-se até que estivessem com o estômago cheio. Esperou para ver se isso os acalmaria. Surpreendentemente, o estômago cheio não acalmou o choro dos bebês. Wolff descobriu também que simplesmente pegá-los no colo funcionava perfeitamente como uma forma de parar o choro, ainda que eles estivessem com fome e esperando a hora de serem alimentados. De forma geral, ele conclui, pegar um bebê no colo, oferecer a oportunidade de sugar ou alimentar o bebê (não pelo valor nutricional, mas pela chance de contato) funcionava melhor para acalmar o choro.

Como a maioria dos pais intuitivamente sabe, o choro não é somente um sinal de fome. Mesmo em recém-nascidos, o choro comunica muito mais - a necessidade de toque parece ser especialmente importante; e claramente um bebê choroso está comunicando seu estado interno e pedindo alguma mudança."

Do livro Our Babies, Ourselves: How Biology and Culture Shape The Way We Parent, de Meredith F. Small.


Tradução: Flavia Oliveira Mandic






Blog Entry44. O Choro do Bebê em Diversas CulturasFeb 9, '08 6:25 PM
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"Há extensa evidência científica de que o estilo ocidental de cuidar do bebê repetidamente e, provavelmente de forma perigosa, provoca uma violação no sistema adaptativo chamado CHORO que evoluiu para ajudar os bebês a comunicarem-se com os adultos. Nos Estados Unidos, por exemplo, as pessoas estão acostumadas a crianças chorando em público. É aceito e até esperado que bebês em algum ponto da vida vão chorar por longos períodos. Como resultado, muitos adultos em transportes públicos passam longe de pais com crianças pequenas, para ficarem distantes antes de a choradeira começar. A situação é dramaticamente diferente em outras partes do mundo.

Até para um visitante esporádico, torna-se evidente que bebês fora da cultura ocidental raramente choram. Eu nunca vi um bebê na África ou em Bali chorando, durante as minhas muitas viagens a esses lugares. E esta observação é confirmada por pesquisas de pediatria relacionada à antropologia.

Num estudo comparando o total de choro entre bebês americanos, holandeses e da tribo !Kung San, Ronald Barr descobriu que os bebês nas 3 culturas choram com igual freqüência - ou seja, começam a choramingar o mesmo número de vezes por dia. Todos os bebês, independentemente da cultura, também produzem uma curva similar de choro (pico por volta dos 2 meses). Mas há uma dramática diferença na duração do choro nas diversas culturas. Bebês ocidentais berram por muito mais tempo em cada episódio de choro e o total de tempo gasto chorando a cada dia é maior tanto na Holanda quanto nos USA.

O pediatra Barry Brazelton descobriu que bebês da cultura Maya no México estão freqüentemente acordados mas calmos e não verificou períodos de choro intenso.

Num estudo com 160 bebês coreanos, um outro pesquisador descobriu que nenhum bebê foi classificado como tendo cólica, não houve pico de choro aos 2 meses de vida e aparentemente não houve choro excessivo no final da tarde. A amostra é intrigante porque os coreanos têm o mesmo nível sócio-econômico de outras nações desenvolvidas.

Bebês coreanos de 1 mês de vida passam somente 2 horas por dia, ou 8,3% do seu tempo, sozinhos. Em contraste, bebês americanos passam 67,5% do seu tempo sozinhos. Além disso, bebês coreanos são carregados no colo quase duas vezes mais diariamente que os bebês americanos. E as mães coreanas sempre respondem imediatamente ao choro do bebê, enquanto mães americanas são tipicamente ignoram o choro do bebê por grande parte do tempo.

Em outro estudo, Bell e Ainsworth descobriram que mães americanas deliberadamente não respondem a 46% dos episódios de choro dos bebês durante os primeiros 3 meses de vida. Deduz-se que o estilo de cuidar dos coreanos leva o mérito pelo menor tempo de choro e a inexistência de cólica.

Os estudos mostram que, embora o choro por si só seja universal entre os bebês, a forma em que o choro se manisfesta não é inato, mas facilmente influenciado pelo meio.

A noção de que todos os bebês choram muito de noite é falsa. A crença de que cólica é o final de um volume normal de choro, que é algo inevitável, também é errônea. O choro é altamente influenciado pelo ambiente imediatamente em volta do bebê.

Por mais que seja difícil explicar a uma mãe americana insone e exausta, que está passando mais uma noite em claro embalando seu filho, o estilo de cuidar ocidental parece ser a raiz do desconforto do bebê. E a solução não está simplesmente na forma de embalar ou de alimentar a criança. Nem significa que uma mãe é melhor que a outra.

Novas pesquisas mostram que os bebês ocidentais tipicamente choram por mais tempo e até desenvolvem "cólica", porque o estilo de cuidar que é culturalmente aceito é contraditório com a biologia infantil.

Quando um bebê chora inconsolavelmente por horas, quando seu corpinho se arqueia em frustração, quando seus punhos dão socos no ar de raiva, vemos o exemplo mais claro de contradição entre biologia e cultura. O bebê está respondendo a um ambiente que foi culturalmente alterado e para o qual ele não está biologicamente adaptado.

O bebê é biologicamente adaptado a demandar um apego físico constante e um cuidado para o qual o bebê humano evoluiu milhões de anos atrás. Mas em algumas culturas, como nos países industrializados da Europa e da América do Norte, pais optam por uma relação mais independente com seus bebês. Eles decidem colocar os bebês em berços e em bebês-conforto ao invés de carregá-los consigo o tempo todo, alimentá-los em intervalos pré-determinados ao invés de sob demanda e responder mais lentamente aos seus sinais de desconforto. Embora esse estilo traga alguma liberdade aos pais, também traz um custo: um bebê chorão que não está biologicamente adaptado à modificação cultural."

Extraído do livro Our Babies, Ourselves. Meredith F. Small.

Capítulo "Crying across cultures".

Tradução: Flavia Oliveira Mandic



Blog Entry43. Planilha de sonecasSep 4, '07 1:56 PM
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SOLUÇÕES PARA NOITES SEM CHORO

Elizabeth Pantley

Planilha de sonecas

Para ajudar no estabelecimento de rotinas de sonecas, aconselha-se anotar os horarios das mesmas por 7-10 dias e verificar um padrão.


Nome do bebê:

 

Idade:

 

Data:

 

 Hora em que o bebê adormeceu

Como o bebê adormeceu

Onde o bebê adormeceu

Onde o bebê dormiu

Por quanto tempo?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reveja a Tabela 2.1, na página 20 do livro:

 

Quantas sonecas o bebê deveria tirar?

 

Quantas sonecas o bebê tira agora?

 

Quantas horas o bebê deveria dormir durante o dia?

 

Quantas horas o bebê dorme durante o dia agora?

 

Você tem uma rotina formal para as sonecas diurnas?

 

A hora/duração das sonecas do bebê são constantes todos os dias?

 


Blog Entry42. 7 Fatos sobre o choro dos Bebês - Dr. SearsApr 4, '07 11:18 AM
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7 Fatos sobre o choro dos Bebês - Dr. Sears
Acredite no valor da linguagem do choro do seu bebê. O choro de um bebê é um sinal programado para a sua sobrevivência e para o desenvolvimento dos pais. Responder sensivelmente ao choro do seu bebê cria confiança. Bebês confiam nas pessoas que cuidam deles para satisfazerem suas necessidades. Pais gradualmente aprendem a confiar na sua habilidade de satisfazer as necessidades do seu bebê. Isso eleva a comunicação entre pais-filhos a um nível mais alto. Bebezinhos choram para comunicar, não para manipular.

1. O choro do bebê é um sinal perfeito
Cientistas já há muito concluíram que o som do choro de um bebê tem todas as três características de um sinal perfeito.

* Primeiro, um sinal perfeito é automático. Um recém-nascido chora por reflexo. Ele tem uma necessidade, que desencadeia uma inspiração súbita de ar seguida por uma expiração forçada de ar através das cordas vocais, que vibram para produzir o som que chamamos de choro. Nos primeiros meses, o bebezinho não pensa "que tipo de choro vai me possibilitar ser alimentado ?" Ele só chora automaticamente. O choro é facilmente criado. Uma vez que os pulmões estão cheios de ar, o bebê pode iniciar o choro com muito pouco esforço.

* Segundo, o choro é apropriadamente perturbador: alto o suficiente para atrair a atenção de quem está cuidando do bebê e fazê-lo tentar parar o choro, mas não tão perturbador que leve o ouvinte a tentar evitar o som completamente.

* Terceiro, o choro pode ser modificado quando ambos mensageiro e ouvinte aprendem formas de fazer o sinal mais preciso. Cada bebê é único. O choro de um bebê é uma linguagem e cada bebê chora de uma forma diferente. Pesquisadores da voz chamam tais sons de impressões do choro, que são tão individuais para cada bebê quanto impressões digitais.

2. Resposta biológica
2. Responder ao choro do bebê é biologicamente correto. Uma mãe é biologicamente programada para dar uma resposta reconfortante para o choro do seu recém-nascido e não para conter-se. Mudanças biológicas fascinantes acontecem no corpo da mãe em resposta ao choro do seu bebê. Depois de ouvir o choro, aumenta o fluxo sangüíneo nos seios da mãe, acompanhado de uma urgência biológica para "pegar e amamentar". O ato de amamentar por si só causa um aumento na prolactina, um hormônio que se acredita forme a base biológica do termo "intuição materna". Ocitocina, o hormônio que leva à descida do leite, traz sensações de relaxamento e prazer; uma sensação prazerosa após a tensão proporcionada pelo choro do bebê. Esses sentimentos ajudam a mãe a amar seu bebê. Mães, dêem atenção às dicas biológicas quando seu bebê chora ao invés de ouvir os conselhos das pessoas que recomendam ignorar o choro. Esses acontecimentos biológicos explicam porque é fácil para outros dizerem tal coisa. Eles não estão biologicamente conectados ao seu bebê. Nada acontece com os hormônios deles quando seu bebê chora.

3. Ignorar ou responder ao sinal do choro ?
Uma vez que você compreende o valor especial do sinal de choro do seu bebê, o importante é saber o que fazer quando acontece. Você tem duas opções básicas: ignorar ou responder. Ignorar o choro do seu bebê é geralmente uma situação em que há perdas dos dois lados. Um bebê mais passivo desiste e pára de dar o sinal, torna-se arredio, eventualmente percebe que chorar não vale a pena e conclui que ele mesmo não vale a pena. O bebê perde a motivação para comunicar-se com seus pais, os pais perdem a oportunidade de conhecerem seu bebê. Todos perdem. Um bebê com personalidade persistente não desiste tão facilmente. Ao invés disso, ele chora mais alto e continua aumentando o sinal, fazendo-o mais e mais desconcertante. Você poderia ignorar esse sinal persistente de várias maneiras. Você poderia esperar até que ele pare de chorar e depois pegá-lo no colo, assim ele não pensa que foi o choro que conseguiu sua atenção. Isso na verdade é uma guerra de poder: você ensina o bebê que você está em controle da situação, mas também ensina que ele não tem poder de comunicação. Isso fecha o canal de comunicação mãe-filho (ou pai-filho) e, a longo prazo, todos saem perdendo.

Você poderia se dessensibilizar tão completamente a ponto de o choro não incomodar mais; assim você pode ensinar seu bebê que ele só é atendido quando é a hora certa. Essa também é uma situação em que todos saem perdendo: o bebê não consegue o que precisa e os pais permanecem travados, sem poderem apreciar a personalidade única do seu bebê. Ou, você poderia pegar o bebê para acalmá-lo e colocá-lo de volta no berço porque "não é hora de alimentá-lo ainda". Ele tem que aprender, afinal de contas, a ser feliz "por si só". Todos saem perdendo novamente; ele começa a chorar e você fica nervosa(o). Ele vai aprender que suas técnicas de comunicação, embora ouvidas, não são atendidas, o que pode levá-lo a desconfiar de suas próprias percepções: "talvez eles estejam certos. Talvez eu não esteja com fome".

4. Resposta imediata
Sua outra opção é dar uma resposta imediata e carinhosa. Esta é a situação em que ambos os lados saem ganhando e desenvolvem um sistema de comunicação que funciona para os dois. A mãe responde de forma rápida e sensível, então o bebê sente-se menos desesperado na próxima vez em que precisa de alguma coisa. Ele aprende a "chorar melhor", de uma forma menos perturbadora porque sabe que sua mãe virá. A mãe organiza seu ambiente de forma que haverá menos necessidade para o bebê chorar; ela o mantém perto dela, assim sabe se ele está cansado e pronto para dormir. A mãe também desenvolve sua sensibilidade para interpretar o choro e dá a solução correta. Uma resposta rápida quando seu bebê é novinho e chora facilmente ou quando o choro deixa claro que ele está em situação de perigo real; uma resposta lenta quando seu bebê é mais velho e começa a aprender como resolver seus próprios incômodos sozinho.

Responder apropriadamente quando seu bebê chora é o primeiro e mais difícil desafio de comunicação que você enfrentará como mãe. Você vai tornar-se especialista no assunto somente após ensaiar milhares de respostas ao choro nos primeiros meses. Se você desde início encarar o choro do bebê como um sinal a ser respondido e analisá-lo ao invés de pensar que é um mau hábito e deve ser eliminado, você estará abrindo-se para tornar-se uma especialista nos sinais do seu bebê, o primeiro passo para ser uma especialista sobre tudo o que diz respeito a seu bebê. Cada sistema de sinalização mãe-bebê é único. É por isso que é tão limitada a visão dos "treinadores de choro", que prescrevem fórmulas para responder ao choro, como "deixe-o chorar por cinco minutos na primeira noite, dez minutos na segunda" e assim por diante.

Culpa ?
Não é por sua culpa que o bebê chora. Nem é sua responsabilidade fazê-lo parar de chorar. Claro, você permanece aberta a novas dicas para ajudar o seu bebê (como uma mudança na sua dieta ou carregá-lo junto ao seu corpo) e envolve o pediatra se você suspeita de uma causa física por trás do choro. Haverá vezes em que você não saberá o porquê de o bebê estar chorando - e você vai se perguntar se o próprio bebê saber porque chora. Algumas vezes o bebê simplesmente precisa chorar e você não precisa se desesperar para fazê-lo parar depois de ter tentado o que geralmente funciona.

É um fato da vida de uma nova mãe ou novo pai que, embora o bebê chore para expressar uma necessidade, o estilo que ele usa para fazê-lo resulta do seu próprio temperamento. Não leve o choro do bebê para o lado pessoal. Sua função é criar um ambiente de apoio para diminuir a necessidade que seu bebê tem de chorar, oferecer um par de braços carinhosos e relaxados para que o bebê não chore sozinho e fazer um trabalho de detetive para descobrir o porquê do choro e como você pode ajudar o bebê. O resto é com o bebê.

6. O que dizem os estudos
As pesquisadoras Sylvia Bell e Mary Ainsworth fizeram pesquisas nos anos 70 que deveriam ter eliminado a teoria de mimar a criança para sempre. (É interessante notar que até hoje os autores que escrevem sobre desenvolvimento infantil e recomendam deixar o bebê chorar são quase sempre do sexo masculino). Essas pesquisadoras estudaram dois grupos de pares mães-bebês. O grupo 1 de mães dava uma resposta imediata ao choro do seus bebês. O grupo 2 era mais contido na sua resposta. Elas concluíram que as crianças do grupo 1, cujas mães haviam dado uma resposta mais carinhosa e rápida nos primeiros meses de vida tinham menos probabilidade de usar o choro como forma de comunicação em torno de 1 ano de idade. Essas crianças aparentavam maior ligação com as mães e tinham desenvolvido melhor comunicação, tornando-se menos manhosas e manipuladoras. Até então pais eram levados a acreditar que, se eles pegassem o bebê a cada choro, a criança nunca iria aprender a consolar-se sozinha, tornando-se mais exigente. O estudo de Bell e Ainsworth mostrou o oposto.

Num outro estudo comparando dois grupos de bebês, um grupo recebeu atendimento imediato e carinhoso e o outro foi deixado chorando. Os bebês cujos choros foram atendidos choravam setenta por cento menos. Os bebês do outro grupo, no entanto, não diminuíram seu choro. Em essência, pesquisas têm mostrado que bebês cujo choro foi atendido aprendem a "chorar melhor"; aqueles que são produto de uma criação mais rígida aprenderam a "chorar mais forte". É interessante que os estudos revelaram não só diferenças da forma como bebês comunicam-se com os pais com base na resposta obtida através do choro, mas também diferenças nas mães. Estudos mostraram que mães que preferem uma resposta mais contida gradualmente se tornaram mais insensíveis aos choros do seu bebê, e tal insensibilidade ultrapassou para outros aspectos da relação mãe-filho. Segundo pesquisas, deixar o bebê chorando é prejudicial à família toda.

7. Chorar não é "bom para os pulmões do bebê".
Esta é uma das frases mais ridículas do folclore médico. Nos anos 70, pesquisas mostraram que bebês que foram deixados chorando sozinhos tiveram batimentos cardíacos muito elevados e níveis de oxigênio diminuídos no sangue. Quando tais bebês eram acalmados, seu sistema cárdio-vascular rapidamente retornava ao normal, mostrando quão rapidamente os bebês reconhecem seu bem-estar num nível fisiológico. Quando o choro não é acalmado, o bebê permanece em desconforto psicológico e fisiológico.

A crença errônea de que o choro é saudável sobrevive ainda hoje nas escalas de Apgar, um tipo de teste que os médicos utilizam para assessar rapidamente a condição de um recém-nascido nos primeiros minutos de vida. Os bebês recebem pontos extras por "chorar muito forte". Um bebê em estado de alerta silencioso, respirando normalmente e com coloração normal perde pontos na escala Apgar em relação a outro que nasce chorando. Um dos mais intrigantes de todos os sons humanos - o choro de um bebê - ainda é muito incompreendido.

Concluindo...
O choro não é somente um som; é um sinal - desenvolvido para a sobrevivência do bebê e o desenvolvimento dos pais. Nos primeiros meses de vida, bebês não conseguem verbalizar suas necessidades. Para preencher este espaço até que a criança seja capaz de falar "a nossa língua", bebês têm esta linguagem única chamada "choro". O bebê tem uma necessidade, como fome ou desejo de ser acalentado e isso desencadeia um som a que chamamos choro. O bebê não fica ponderando "são três da manhã e eu acho que vou acordar a mamãe para um lanchinho." Não ! Isso é a nossa interpretação do choro. Além disso, bebês não têm a acuidade mental para entender o porquê de sua mãe responder ao seu choro às três da tarde, mas não às três da manhã. O recém-nascido que chora diz: "Eu preciso de alguma coisa; algo não está aqui. Por favor, resolva meu problema".

Texto extraído de:
http://www.askdrsears.com/html/5/t051200.asp#T051204

Tradução: Flavia Oliveira Mandic


Blog Entry41. Refletindo sobre suas expectativas de sonoFeb 22, '07 11:12 AM
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Seu filho demora muito para pegar no sono? Ele só pega no sono mamando, tomando mamadeira, sugando chupeta, embalando, passeando no carro, ou outro tipo de ritual elaborado? Seu bebê acorda muito durante a noite? Seus problemas de sono são mais complicados ainda porque seu bebê não tira sonecas facilmente, ou essas são muito curtas?

Já se sentiu como Leesa, mãe de Kyra de 9 meses, que disse:"Estou realmente estressada, a falta de sono está afetando todos aspectos de nossa vida. Sou extremamente desorganizada e não tenho energia para tentar organizar nada. Amo essa criança mais que tudo no mundo, e não quero deixá-la chorando, mas eu estou quase chorando toda vez que penso que é hora de dormir. Às vezes penso em não ir pra cama mais, já que vou levantar daqui a pouco de qualquer maneira”.


Conforme seus problemas de sono “assombram” tua vida, você pode começar a viver puramente o momento. Seu cérebro deprivado de sono pode focalizar somente no sono que você começa a pensar já com antecedência nas próximas horas de descanso. Talvez existam pessoas te recomendando que deixe seu bebê chorar para dormir. Você está provavelmente frustada e confusa. Sem perspectivas.
Para ganhar perspectivas, se pergunte o seguinte:

1. Onde você estará daqui a 5 anos? Como você olhará para trás e recordará desse tempo?
2. Eu ficaria orgulhosa de como lidei com as rotinas de sono do meu bebê, ou talvez me arrependeria do que fiz?
3. Como as coisas que faço com meu bebê hoje afetarão a pessoa que ele se tornará no futuro?

Uma vez que você tenha alguma perspectiva sobre os problemas reais de sono de seu bebê, é importante ser realístico ao determinar seus objetivos e ser honesta ao acessar o efeito da situação em sua vida. Algumas pessoas conseguem lidar com duas acordadas à noite facilmente, enquanto outras tem muita dificuldade com apenas uma acordada é muito para suportar. A chace é avaliar se a rotina de seu bebê é um problema em seus olhos, ou somente de pessoas ao seu redor. Comece hoje refletindo essas questões:

1. Estou feliz com o jeito que as coisas são, ou estou me sentindo ressentida, frustada, com raiva?
2. O ritual de sono do meu bebê está afetando negativamente meu casamento, trabalho, ou relações com outros?
3. Meu bebê é saudável, feliz, e parece bem descansado?
4. Estou feliz, saudável e bem descansada?
5. Quais são expectativas reais de sono para meu bebê em sua idade?
6. Que situação de soneca e sono à noite eu consideraria aceitável?
7. Que situação de soneca e sono eu consideraria um “sonho”?
8. Por que quero mudar os padrões de sono do meu filho? É realmente o melhor para mim e meu bebê, ou estou fazendo isso somente para satisfazer as expectativas de alguem mais?
9. Estou com desejo de ser paciente e fazer mudanças graduais, suaves, que significam não deixar meu bebê chorar sozinho?

Uma vez que você responda essas questões, você terá um entendimento melhor não somente do que está acontecendo em relação ao sono de seu bebê, mas qual método combina melhor com tua família para ajudar seu bebê a dormir melhor.

Além do meu filho de 2 anos, Coleton, tenho mais 3 outros filhos, e eles me permitiram a expectative que perdi da primeira vez. Meus filhos me ensinaram que a primeira infância passa rapidíssimo. Eu me esforço agora para lembrar as dificuldades daqueles primeiros anos, tão passageiras que elas foram. E estou orgulhosa que não me entreguei às pressões dos outros ao redor de fazer o que ELES achavam certo. Ao inves disso segui meu coração e gentilmente eduquei todos meus bebês. Aquele tempo passou para nós, mas as boas memórias ficam. E agora todos nós quatro dormimos a noite toda.
E eu também.

Sobre a autora: Elizabeth Pantley é autora de livros: Gentle Baby Care : No-cry, No-fuss, No-worry -- Essential Tips for Raising Your Baby, The No-Cry Sleep Solution: Gentle Ways to Help Your Baby Sleep Through the Night, Kid Cooperation Perfect Parenting, e seu ultimo The No-Cry Sleep Solution for Toddlers and Preschoolers e também é presidente da Cia. Better Beginnings, Inc.

Fonte: http://www.babiesonline.com/articles/pantley/cryitout.asp
Tradução: Andreia Mortensen

Discussão no orkut:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=1122463&tid=2514025447055326021&start=1


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8h              
7h30              
7h              
6h30              
6h              
5h30              
5h              
4h30              
4h              
3h30              
3h              
2h30              
2h              
1h30              
1h              
0h30              
0h              

 

 

Instruções:

Preencha os horários que seu bebê apresenta sinais de sono (bocejar, esfregar olhos, diminuir atividade, chorar, olhar parado), e os horários que dorme. Procure ter um ritual simples para cada soneca, não deixando passar muito tempo após a apresentação dos sinais de sono para colocar o bebê para dormir.

 

Faça isso por 1 ou 2 semanas e terá em media os horários de sono e a quantidade que dorme.

 

Esses dados podem ajudar a organizar rotina do bebê.

 

Boa sorte!


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